- Bitcoin pode cair antes de formar fundo sólido
- Zona entre US$ 40 mil e US$ 50 mil ganha força
- Mercado ainda mostra fraqueza no curto prazo
O Bitcoin (BTC) segue pressionado, mesmo após uma recuperação recente que levou o preço para a região de US$ 67.000. Ainda assim, analistas alertam para riscos no curto prazo.
O ativo chegou a uma máxima de US$ 67.860. Logo depois, recuou levemente e estabilizou próximo de US$ 67.650, com alta diária de 1,5%.
Apesar disso, o mercado mantém cautela. A faixa entre US$ 69.000 e US$ 70.000 agora atua como resistência relevante, limitando avanços mais consistentes.
Pressão de curto prazo mantém cenário de baixa
No curto prazo, indicadores técnicos mostram fragilidade. Um analista técnico do Telegram afirmou que perder o suporte entre US$ 68.000 e US$ 69.000 reforça o viés negativo.
Segundo ele, “a menos que o preço recupere rapidamente US$ 69 mil a US$ 70 mil, o caminho segue para queda até US$ 65 mil”. Ou seja, o mercado ainda testa níveis críticos.
Enquanto isso, o analista Michael van de Poppe, fundador da MN Capital, adotou um tom cauteloso. Ele destacou que o cenário depende do macro.
“Grande recuperação, mas nada confirmado ainda em relação ao Bitcoin“, afirmou. Em seguida, reforçou que uma alta acima de US$ 71.000 seria necessária para validar reversão.
Por outro lado, ele apontou que uma queda até US$ 65.000 antes de nova alta pode indicar retomada de força compradora. Ou seja, o mercado segue indefinido.
Além disso, o analista Kyle Chassé destacou que o sentimento continua negativo. O índice de Medo e Ganância permanece em “medo extremo”.
Ele também observou que há mais ordens de venda do que compra nos livros, o que aumenta a probabilidade de novas quedas no curto prazo.
Modelos on-chain indicam possível fundo entre US$ 40 mil e US$ 50 mil
Mesmo com o preço atual acima de US$ 65 mil, métricas on-chain sugerem que o fundo ainda pode estar abaixo dos níveis atuais.
Desde a máxima histórica de US$ 126.000, o Bitcoin acumula uma queda de aproximadamente 46%, o que pressiona investidores recentes.
Com isso, o custo médio dos detentores de curto prazo caiu de US$ 113.500 para US$ 83.200, indicando ajuste relevante no mercado.
O CEO da Alphractal, João Wedson, explicou que esse movimento reduz também o possível piso de preço. Segundo ele, isso muda a estrutura do ciclo.
“O preço para um possível fundo do poço também caiu“, afirmou. Ele destacou que a banda inferior sugere suporte próximo de US$ 50.000 ou menos.
Outro indicador importante reforça essa tese. O analista Willy Woo apontou uma faixa crítica entre US$ 54.000 e US$ 45.500.
Esse intervalo considera o preço realizado atual e o indicador CVDD, que historicamente marca regiões de fundo em mercados de baixa.
Além disso, o analista Crypto Jelle trouxe uma visão baseada em retrações de Fibonacci. Ele destacou níveis entre US$ 57.600 e US$ 39.000.
Segundo ele, historicamente, os fundos se formam entre essas zonas. Portanto, o mercado pode ainda buscar níveis mais baixos.
Por fim, algumas projeções indicam cenários ainda mais conservadores. Modelos de tendência apontam para possíveis mínimas próximas de US$ 41.000.
Diante desse cenário, o mercado enfrenta um dilema claro. A queda atual pode representar risco adicional ou uma oportunidade estratégica de entrada.
Enquanto isso, investidores seguem atentos nas criptomoedas promissoras. O comportamento do Bitcoin nas próximas semanas deve definir se o fundo já foi atingido ou ainda está por vir.
