XRP a US$ 100? Analista diz que market cap perde sentido

  • Analista projeta XRP a US$ 100 com market cap perto de US$ 5 trilhões
  • Velocidade de 1.000 giros diários levaria fluxo a US$ 5 quadrilhões
  • Comparação com SWIFT muda a forma de medir valor do token

A discussão sobre o futuro do XRP ganhou uma nova camada nesta semana. Uma tese que circula entre analistas defende que o token pode chegar a US$ 100 sem que o modelo tradicional de capitalização de mercado faça sentido. O argumento central, XRP funcionaria como infraestrutura financeira, e não como reserva de valor.

A leitura veio da analista Gina, em publicação no X no fim de maio. Ela sustenta que o valor do ativo deveria ser medido pelo volume movimentado na rede, não pela soma de tokens em circulação multiplicada pelo preço. No momento da análise, o XRP é negociado a US$ 1,31 (R$ 6,66), em queda de 1,2% nas últimas 24 horas.

A conta dos US$ 5 trilhões

O cenário hipotético usado pela analista parte de uma premissa simples. Se cada XRP valesse US$ 100 e houvesse 50 bilhões de tokens em circulação, a capitalização total chegaria a cerca de US$ 5 trilhões. Esse número superaria sozinho o market cap atual de Bitcoin e Ethereum somados.

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Para muitos investidores, a cifra parece impossível. Gina, porém, inverte o raciocínio. Argumenta que o número agregado diz pouco sobre o que a rede efetivamente processa em transações reais. O foco deveria estar na velocidade do dinheiro dentro do XRP Ledger.

O cálculo é direto. Se cada token fosse reutilizado mil vezes por dia em liquidações transfronteiriças, o fluxo diário teórico chegaria a US$ 5 quadrilhões. O preço unitário, nessa lógica, vira detalhe secundário diante da utilidade da rede.

A comparação com a SWIFT

O paralelo mais forte da tese é com a SWIFT, rede de mensageria interbancária que conecta milhares de instituições financeiras globais. A SWIFT não tem cotação em bolsa nem capitalização de mercado. Ainda assim, trilhões de dólares passam por seus canais todos os dias.

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Gina sugere que o XRP poderia ocupar função semelhante como ativo-ponte entre moedas e produtos tokenizados. Nesse desenho, comparar o token com ouro ou com Bitcoin seria um erro de categoria. Um é trilho, os outros são reservas.

O argumento se sustenta em uma tendência observável, a tokenização de ativos do mundo real ganhou tração entre bancos e gestoras. A própria B3 anunciou plano para tokenizar ações de empresas brasileiras listadas, sinal de que a infraestrutura blockchain caminha para o núcleo do sistema financeiro tradicional.

O que falta para a tese virar realidade

Existe um problema no argumento. Velocidade de liquidação não se decreta depende de adoção institucional efetiva. Hoje, o volume movimentado no XRP Ledger ainda está longe dos números necessários para validar a comparação com a SWIFT, que movimenta entre US$ 5 trilhões e US$ 7 trilhões diariamente.

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Há, porém, sinais de progresso. Os ETFs de XRP já somam US$ 1,41 bilhão em ativos sob gestão, com produtos da Bitwise, Canary e Franklin. O Japão também avança em direção a um ETF de XRP voltado a capital institucional asiático, ampliando o canal de entrada para fundos regulados.

Para o investidor brasileiro, a tese tem um efeito prático. Se o XRP for tratado como camada de pagamento, o preço deixa de ser o termômetro principal métricas como volume on-chain, número de instituições integradas ao RippleNet e custos de liquidação ganham peso. Corretoras locais que oferecem XRP precisariam adaptar a comunicação ao público, hoje ancorada em variação de cotação.

Vale lembrar que o ativo enfrenta um momento técnico delicado. Após o teste recente de resistências, o XRP perdeu fôlego e devolveu parte da alta acumulada no trimestre. A tese de US$ 100 segue, por enquanto, no campo da projeção de longo prazo não da leitura de curto prazo.

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Entusiasta de criptomoedas e tecnologia. Sempre explorando novas tecnologias inovadoras. Nos momentos livres, gosto de jogar e assistir futebol.
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