XRP cai 71% do topo e padrão histórico mira US$ 0,73

  • XRP acumula queda de 71,4% desde o topo histórico de US$ 3,66 em julho de 2025
  • Padrão de 2018 e 2021 sugere correção adicional entre 25% e 30%
  • Suporte em US$ 1 segura a tendência e evita queda mais profunda

O XRP está negociado em US$ 1,03 (R$ 5,37), valor que representa uma queda de 71,4% em relação à máxima histórica de US$ 3,66 atingida em julho de 2025. A magnitude do recuo, característica de ciclos profundos de baixa, reacendeu o debate sobre se o ativo já encontrou o fundo ou se ainda há espaço para mais quedas.

Fonte: coinmarketcap

O cenário ganha contornos preocupantes ao se observar o comportamento do token em ciclos anteriores. Em duas oportunidades distintas 2018 e 2021, quedas semelhantes na faixa dos 70% não marcaram o piso do mercado. Pelo contrário, funcionaram como antessala de correções adicionais que prolongaram o inverno cripto por muitos meses.

O que mostra o ciclo de 2018

Em janeiro de 2018, o XRP tocou US$ 3,35 e iniciou um movimento descendente acelerado. Já em fevereiro, o ativo fechou o mês em US$ 0,88, recuo de cerca de 74% em apenas 30 dias. O número parecia capitular, mas o fundo só apareceu em março de 2020, com a cotação despencando a US$ 0,10.

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Do fechamento de fevereiro de 2018 até o piso de 2020, a perda adicional foi de aproximadamente 90%. Em outras palavras, quem comprou achando que 74% de queda já era suficiente viu o investimento praticamente evaporar nos dois anos seguintes.

O ciclo de 2021 repetiu a coreografia em escala menor. Após atingir US$ 1,97 em abril daquele ano, o XRP desabou para US$ 0,508 em junho queda de 74% em dois meses. O fundo definitivo veio apenas em junho de 2022, com o ativo cotado a US$ 0,28, mais 45% abaixo do piso anterior.

Projeção aponta US$ 0,73 como próximo alvo

Aplicando a média das duas correções secundárias históricas 90% no ciclo de 2018 e 45% no de 2021, analistas calculam que o XRP ainda poderia ceder entre 25% e 30% a partir dos níveis atuais. O movimento levaria o ativo para a faixa entre US$ 0,73 e US$ 0,78.

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Há, no entanto, uma diferença estrutural relevante neste ciclo. Nas duas vezes anteriores, a queda de 74% ocorreu nos primeiros dois meses após o topo. Desta vez, o recuo de 71% levou onze meses para se materializar sinal de que o ritmo de capitulação é mais lento e talvez menos violento.

Outro elemento que confunde a leitura técnica é o flash crash de outubro de 2025, quando o XRP chegou a US$ 0,77 na Binance, queda pontual de 79% em relação ao topo. Para parte dos analistas, aquele evento já cumpriu o papel do primeiro tombo, e o movimento atual seria a fase final do corretivo, não o início de uma nova perna de baixa.

Suporte em US$ 1 segura o gráfico

No curto prazo, o nível psicológico de US$ 1 funciona como barreira crítica. O XRP tem segurado o suporte com ajuda de sete semanas consecutivas de entradas em ETFs locais. A perda dessa zona abriria caminho para uma reprecificação rápida em direção aos US$ 0,80, validando o cenário pessimista.

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Para o investidor brasileiro, o cenário pesa duas vezes. Além da queda em dólar, o real sustenta paridade próxima de R$ 5,1828 frente à moeda americana, o que limita ganhos cambiais e expõe quem comprou XRP no topo a perdas relevantes em reais. Plataformas como Mercado Bitcoin e Foxbit registram volumes deprimidos no par XRP/BRL desde o início do ano.

O contraponto fundamentalista persiste. Brad Garlinghouse, CEO da Ripple, mira o mercado de US$ 16 trilhões em pagamentos internacionais como motor de demanda real pelo token. Em comunicações recentes da Ripple, a empresa também reforça a expansão da stablecoin RLUSD. Já o Standard Chartered mantém alvo de US$ 28 até 2030, ancorado nesse mesmo argumento. O confronto entre técnica bearish e fundamento estrutural deve definir os próximos meses.

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Entusiasta de criptomoedas e tecnologia. Sempre explorando novas tecnologias inovadoras. Nos momentos livres, gosto de jogar e assistir futebol.
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