Arkham detecta reativação de carteira de traficantes com 500 BTC

Arkham detecta reativação de carteira de traficantes com 500 BTC
  • Uma carteira ligada a traficantes irlandeses mantinha 500 BTC parados há anos sem qualquer movimentação
  • A Arkham Intelligence identificou e divulgou a reativação da carteira nas últimas horas
  • Com Bitcoin cotado a US$ 71.772, os 500 BTC equivalem a aproximadamente US$ 35,8 milhões

Uma carteira de Bitcoin associada ao irlandês Clifton Collins, condenado por cultivo de cannabis, voltou a se mover após quase uma década de inatividade. O endereço transferiu 500 BTC, avaliados em cerca de US$ 35 milhões, e chamou atenção de analistas on-chain. No entanto, desta vez, o ‘despertar’ não pareceu um retorno espontâneo de uma baleia. Em vez disso, sinais indicaram uma ação de autoridades irlandesas com apoio técnico internacional.

Carteira ligada ao caso Mt. Gox irlandês reaparece e movimenta 500 BTC

A movimentação ocorreu em 24 de março de 2026, quando o endereço transferiu os 500 BTC para outro destino e, em seguida, fragmentou o valor em diversas saídas. Além disso, relatos baseados em rastreamento indicaram que parte do montante seguiu para Coinbase Prime, o que elevou a suspeita de uma operação coordenada.

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Esse lote de 500 BTC se conectou a um caso maior. Collins teria comprado cerca de 6.000 BTC entre 2011 e 2012 e distribuído o saldo em 12 carteiras, com 500 BTC em cada uma. Portanto, o ‘despertar’ de apenas uma carteira não encerra a história, mas sugere um primeiro avanço.

A história do ‘Bitcoin perdido‘ ganhou fama porque Collins afirmou ter escondido as chaves privadas em um papel, dentro de um estojo de vara de pesca. Depois, ele alegou que o material foi descartado após sua prisão, indo parar em um aterro. Assim, por anos, o mercado tratou o saldo como praticamente irrecuperável.

Autoridades indicam recuperação com apoio da Europol e ampliam debate sobre confisco cripto

Segundo reportagens e resumos publicados por veículos do setor, o Criminal Assets Bureau (CAB) da Irlanda trabalhou com apoio técnico da Europol para obter acesso ao endereço e mover os fundos.

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Além disso, as fontes apontam que as autoridades transferiram o Bitcoin para infraestrutura custodial vinculada a serviços institucionais, o que reforça a tese de apreensão. Ao mesmo tempo, o episódio reacende uma discussão importante.

De um lado, governos querem provar que conseguem confiscar ativos digitais ligados a crimes. Por outro lado, a comunidade cripto observa o impacto em narrativas de ‘moedas perdidas‘ e oferta circulante.

Portanto, qualquer recuperação adicional de carteiras pode influenciar expectativas, mesmo sem venda imediata. Como as transações são públicas, o mercado identifica movimentos em minutos e cria hipóteses rapidamente. Assim, uma ação policial pode parecer, à primeira vista, uma baleia voltando ao mercado.

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Se a técnica usada pelo CAB funcionar em outras carteiras, autoridades podem tentar acessar os 11 endereços restantes associados ao conjunto original. Consequentemente, o caso pode virar referência global sobre investigação, rastreabilidade e apreensão de criptoativos.

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Carlos Schuabb, conhecido como Papa no mercado, é redator do Bitnoticias desde julho de 2023, mas ele não começou assim: Iniciando no mercado cripto em 2018, no evento Bitconf, com o tempo se estabeleceu como um entusiasta dedicado, especialmente no que diz respeito ao universo cripto. Ele tem sido uma figura confirmada na organização de todas as edições do BITSAMPA, um evento de prestígio no cenário cripto em São Paulo.
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