Banco Citi – Bitcoin “no ponto de virada”

A página do Banco Citi, Citi Global Perspectives & Solutions (GPS), publicou mais um artigo sobre o Bitcoin denominado: “O Ponto de Virada”.

Esta é a segunda publicação do Banco Citi sobre o Bitcoin apenas no mês de março.

No início da publicação o Citi GPS fez uma espécie de justificativa pelas falas de demérito à criptomoeda.

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A respeito de um relatório publicado em 2014 sobre Inovações Disruptivas, o Citi disse que “embora tenhamos discutido o Bitcoin, o fizemos com a ressalva de que era uma moeda digital de marca e uma tecnologia Bitcoin genérica disponível gratuitamente, mas havia o potencial de que uma moeda digital alternativa não Bitcoin um dia a suplantasse.”

O Banco justificou que na escrita publicada em maio de 2014, “o Bitcoin tinha apenas cinco anos e um valor de mercado em torno de US$ 6,2 bilhões.”

O Banco continuou justificando algumas características do Bitcoin à época para não receber o indevido interesse do Banco, como ser propensos às gerações mais novas e menos propenso às gerações mais velhas; não ter a adoção institucional, ser muito arriscado e volátil.

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No final, ainda avaliamos o Bitcoin como um ‘aspirante a ativo’ e um ‘aspirante a meio de transação’ e lamentamos que, embora você pudesse ter muito Bitcoin, não tínhamos muito a fazer sobre isso

Relatório do Banco Citi

Outra justificativa apresentada pelo Citi GPS foi que estes aprenderam que as inovações disruptivas atualmente levam “menos tempo para se tornarem amplamente utilizados por clientes globais.

O Citi GPS citou o exemplo do telefone que demorou 50 anos para atingir 50 milhões de clientes; enquanto a televisão levou 22 anos; a internet levou 7 anos; e o Pokémon Go apenas 19 dias.

Assim justificaram não ser incomum o Bitcoin ter tido a progressão de aceitação que teve em apenas 7 anos.

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De acordo com o Citi, não apenas o Bitcoin se desenvolveu, mas todo o seu ecossistema também, com serviços P2P, exchanges, ofertas de poupança, e empréstimos.

O relatório falou sobre o mercado de varejo e o mercado institucional, os rendimentos alternativos, a sua propriedade como hedge para inflação e o seu suposto reconhecimento como ouro digital.

O Citi GPS elogiou os fundamentos do Bitcoin como ativo digital, o surgimento das stablecoins apoiadas por dinheiro FIAT, e a pressão que o Bitcoin causou sobre os Governos para que estes produzissem as suas próprias moedas digitais de Bancos Centrais (CBDCs).

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Também ressaltou a possibilidade de ser utilizado em pagamentos globais por ser “design descentralizada, na falta de exposição em moeda estrangeira, em movimentos de dinheiro rápidos (e potencialmente mais baratos), canais de pagamento seguros e rastreabilidade.”

De acordo com o Citi GPS, “estes atributos combinados com o alcance global e a neutralidade do Bitcoin podem estimulá-lo a se tornar a moeda de escolha para o comércio internacional.”

Por fim, apesar de ainda acreditarem que há “uma série de riscos e obstáculos que atrapalham o progresso do Bitcoin”, consentiram que o Bitcoin está em um ponto de inflexão, e que “poderíamos estar no início de uma transformação massiva da criptomoeda no mainstream.”

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Redator da Revista Bitnotícias
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