- Binance reage e processa o WSJ por alegações consideradas falsas
- Disputa cresce após reportagem sobre possível uso iraniano da exchange
- Caso reacende pressões regulatórias sobre a maior corretora do mundo
A Binance abriu um processo contra o Wall Street Journal depois que o jornal informou sobre uma possível investigação envolvendo o Irã e o uso da exchange para burlar sanções. A empresa reagiu rapidamente e buscou derrubar o que considera acusações injustas.
Os advogados da corretora entraram com a ação no Distrito Sul de Nova York, solicitando indenização e um julgamento por júri, o que mostra a dimensão da disputa. A empresa afirma que o jornal divulgou informações incorretas.
A Binance reforça que não tem conhecimento de investigação do Departamento de Justiça dos EUA sobre operações ligadas ao Irã. Mesmo assim, diz continuar colaborando com reguladores.
Além disso, a plataforma afirma que coopera com autoridades sempre que surgem dúvidas ou solicitações formais, algo que repete há meses devido a pressões globais.
Reportagem citou suspeitas sobre transações
O Wall Street Journal afirmou que o Departamento de Justiça estaria verificando se o Irã usou a Binance para movimentar fundos e contornar sanções americanas. A apuração teria incluído documentos internos e fontes ligadas ao caso.
Contudo, até agora, o Departamento de Justiça não confirmou a existência da investigação. O jornal observou que não está claro se o foco recai sobre a Binance, seus usuários ou ambos.
Mesmo assim, autoridades teriam procurado pessoas familiarizadas com determinadas transações para obter entrevistas e possíveis evidências. Isso elevou o clima de tensão entre reguladores e empresas de cripto.
A polêmica ganhou força após outra reportagem publicada em fevereiro, quando o jornal afirmou que a Binance teria interrompido uma investigação interna sobre cerca de US$ 1 bilhão movimentados por redes associadas a grupos paramilitares iranianos.
Binance nega irregularidades e reage publicamente
A Binance classificou as alegações como falsas. A empresa explicou que sua investigação interna continuou e identificou um padrão complexo de atividades em várias regiões, incluindo Ásia e Oriente Médio.
Para reforçar sua versão, a corretora publicou um post detalhando fluxos de fundos e denunciando interpretações que considera equivocadas. Segundo a empresa, o relatório do jornal ignora fatos relevantes.
Além disso, em março, a exchange respondeu a senadores dos EUA e negou ter facilitado transações para entidades iranianas. Também rejeitou relatos sobre demissões internas motivadas pelo caso.
A discussão ocorre em um momento sensível. Em 2023, a Binance se declarou culpada de violações relacionadas a lavagem de dinheiro e sanções, pagando multa de US$ 4,3 bilhões. Desde então, opera sob supervisão dos EUA.
O ex-CEO Changpeng “CZ” Zhao também admitiu culpa e cumpriu quatro meses de prisão em 2024. No entanto, recebeu um indulto presidencial em outubro de 2025, o que mudou o rumo de seu processo pessoal.
