Bitcoin pronto para explodir ou cair veja o que dizem os dados ocultos

Bitcoin ganha força como porto seguro em meio à guerra no Irã, aponta JPMorgan
  • Mineradores de Bitcoin reduzem pressão e aliviam o mercado
  • Institucionais dominam e seguram liquidez do Bitcoin
  • Risco global pode definir próximo movimento

O preço do Bitcoin entra em um momento decisivo no fim do primeiro trimestre, enquanto indicadores on-chain e fatores macroeconômicos redesenham o cenário de curto prazo. Analistas observam uma combinação de menor pressão vendedora dos mineradores e aumento da atuação institucional, ao mesmo tempo em que riscos geopolíticos elevam a incerteza.

Atualmente cotado próximo de US$ 66.773, o Bitcoin se mantém acima de um suporte relevante, mas enfrenta um ambiente externo mais volátil. Ainda assim, dados recentes sugerem que a estrutura do mercado mudou de forma significativa nas últimas semanas.

O analista conhecido como @nino aponta uma mudança importante no comportamento dos mineradores. Segundo ele, “o MPI (Miners’ Position Index) na média móvel de 30 dias caiu para níveis mínimos de 2024, indicando uma forte redução na pressão de venda por parte dos mineradores”.

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Esse indicador mede o volume de saída de BTC das carteiras de mineradores em relação à média anual. Quando está elevado, costuma sinalizar maior venda e possível pressão negativa no preço. No entanto, o cenário atual mostra o oposto.

De acordo com @nino, “os mineradores estão movimentando menos moedas do que a média anual, o que reduz a oferta imediata no mercado e pode criar uma base mais estável para o preço no curto prazo”.

Menor pressão de venda no Bitcoin muda dinâmica do mercado

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A queda do MPI sugere que os mineradores não estão mais despejando grandes volumes de Bitcoin no mercado. Isso reduz uma das principais fontes de pressão vendedora estrutural.

Com menos oferta sendo liberada, o preço tende a encontrar maior estabilidade, especialmente em momentos de incerteza externa. Essa mudança ocorre em paralelo ao aumento da atuação de grandes players.

O analista @GugaOnChain reforça essa leitura ao destacar o papel do capital institucional. Segundo ele, “o mercado construiu uma verdadeira trincheira de liquidez institucional, com domínio recorde de 90,23% do volume em OTC, equivalente a US$ 28,486 bilhões”.

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Esse movimento indica que grandes investidores absorvem a oferta disponível fora das exchanges tradicionais. Ao mesmo tempo, o volume nas corretoras caiu para apenas 9,77%, sinalizando menor participação do varejo.

Para @GugaOnChain, “essa dinâmica mostra uma paralisia do investidor de varejo, enquanto o capital institucional acelera a captura de oferta no mercado”.

Risco geopolítico testa narrativa do Bitcoin

Apesar dos sinais construtivos no on-chain, o cenário macro ainda impõe riscos relevantes. O mercado acompanha com atenção o dia 6 de abril, que pode marcar uma escalada nas tensões envolvendo o Irã.

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Segundo @GugaOnChain, “o petróleo Brent acima de US$ 100 e o VIX em 30 indicam que o mercado tradicional já precifica uma probabilidade de 70% de não cooperação por parte do Irã”.

Nesse contexto, o Bitcoin enfrenta um teste importante. O ativo pode acompanhar a liquidação do Nasdaq, reforçando sua correlação com ativos de risco, ou consolidar a tese de reserva de valor neutra.

Ainda assim, os dados on-chain indicam um mercado mais preparado. O analista destaca que “o SOPR dos holders de longo prazo em 0,72 mostra que houve uma capitulação de 28%, eliminando mãos fracas antes do evento”.

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Com base nesse cenário, ele traça dois possíveis caminhos. “Existe uma probabilidade de 65% de estabilidade, com o suporte em US$ 65 mil sendo mantido, enquanto um cenário de escalada (35%) poderia levar o preço até US$ 54,1 mil”.

Mesmo no cenário negativo, o fluxo OTC sugere forte absorção. “Quedas abaixo de US$ 60 mil tendem a ser rapidamente compradas”, afirma.

Na avaliação final, @GugaOnChain conclui que “o mercado já sofreu antes do evento, e o impacto pode ser menor do que o pânico projetado pelo varejo”.

Diante desse cenário, analistas recomendam cautela. O momento exige atenção aos desdobramentos geopolíticos, enquanto os dados indicam um mercado mais equilibrado, porém ainda sensível a choques externos.

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Jornalista, assessor de comunicação e escritor. Escreve também sobre cinema, séries, quadrinhos, já publicou dois livros independentes e tem buscado aprender mais sobre criptomoedas, o suficiente para poder compartilhar o conhecimento.
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