Bitcoin vai cair para US$ 69 mil, mas vai fechar 2026 em alta

Sinal técnico acende alerta no Bitcoin: novo “death cross” coloca US$ 60 mil no radar
  • Analista alerta para falso rompimento e possível correção do Bitcoin
  • Suportes entre US$ 70 mil e US$ 73 mil no radar
  • Projeção de longo prazo mira alta para US$ 164 mil

O mercado de criptomoedas voltou a entrar em uma fase de tensão depois de um início de ano marcado por volatilidade no preço do Bitcoin. Analistas observam que, apesar de o ativo ainda sustentar níveis elevados em relação aos ciclos anteriores, os sinais técnicos recentes acenderam alertas. Isso indica a possibilidade de uma correção mais profunda antes de uma nova perna de alta.

Em relatório divulgado nesta semana, o analista Dr. Arnout Ter Schure, da Intelligent Investing, LLC, afirmou que o desempenho recente do Bitcoin reforça a necessidade de cautela no curto prazo. Ainda assim, há um cenário estruturalmente positivo para os próximos anos. De acordo com ele, o comportamento do preço desde o início de janeiro se encaixa em um padrão clássico de “falso rompimento”.

Essas observações são importantes porque estabelecem a estrutura do que está acontecendo agora e do que provavelmente vai acontecer a seguir”, afirmou Ter Schure, ao comentar a movimentação do mercado após o Bitcoin ultrapassar, por poucos dias, a região de US$ 94 mil e depois recuar para a faixa dos US$ 88 mil.

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O analista lembra que, em sua avaliação anterior, três pontos chamavam atenção. O primeiro era o fato de que 2025 terminou como um ano negativo para o Bitcoin, algo incomum na série histórica recente. De acordo com ele, o ativo nunca fechou dois anos consecutivos em queda. “Como 2024 foi um ano positivo, esperamos que o período de 2026 até, possivelmente, 2028 volte a ser de alta”, disse.

Bitcoin vai cair

Apesar dessa leitura otimista para o médio e longo prazo, Ter Schure destaca que o comportamento do preço em 2026 ainda pode reservar um movimento de baixa mais acentuado. Para ele, não está descartada a possibilidade de o Bitcoin buscar novamente a região de suporte de longo prazo, localizada entre US$ 69 mil e US$ 73 mil. Isso pode acontecer antes de iniciar uma retomada mais consistente.

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A análise técnica do especialista se baseia nos princípios da Teoria das Ondas de Elliott, um método que tenta identificar padrões recorrentes de comportamento do mercado por meio de ciclos de alta e baixa. Segundo Ter Schure, o rompimento da máxima de dezembro, na faixa de US$ 94.617, era uma condição necessária para confirmar a continuidade de uma onda de alta. No entanto, o movimento não se sustentou.

“O Bitcoin superou esse nível no dia 13 de janeiro, mas conseguiu se manter acima por apenas quatro dias. Agora, com o preço novamente abaixo, consideramos que foi um falso rompimento, o que invalida o caminho de alta que estávamos acompanhando”, explicou.

Além disso, o analista observa que uma sequência de níveis de alerta foi rompida, o que aumentou a probabilidade de um movimento mais forte de correção. De acordo com ele, seus cálculos mostram que cada quebra desses patamares técnicos eleva cerca de 20% a chance de o bitcoin retornar à região dos US$ 70 mil. Isso pode ocorrer antes de tentar uma nova recuperação.

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Falso rompimento

Na avaliação de Ter Schure, o pico registrado em 14 de janeiro, próximo de US$ 97.943, pode ter marcado o topo de uma das ondas corretivas do atual ciclo. Ele afirma que, a partir desse ponto, o mercado passou a seguir um padrão de impulso para baixo. Isso reforça a leitura de que a tendência de curto prazo se tornou negativa.

O falso rompimento sugere fortemente que a máxima de janeiro foi o topo de uma onda corretiva. Assim, com características muito próximas das formações clássicas observadas em ciclos anteriores”, disse o analista.

De acordo com a projeção apresentada, o próximo alvo técnico estaria na chamada zona de extensão de Fibonacci, entre US$ 70.970 e US$ 76.335. Região que historicamente costuma funcionar como ponto de exaustão de movimentos de queda dentro de estruturas maiores de mercado.

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Para o especialista, essa possível correção, caso se concretize, não invalidaria o cenário de alta estrutural para os próximos anos. Pelo contrário, ele interpreta o movimento como parte de uma consolidação necessária antes de uma nova fase de valorização mais expressiva.

Se esse padrão se completar, ele deve encerrar uma correção maior e abrir espaço para a próxima onda de alta. Ela pode levar o Bitcoin a níveis significativamente mais elevados no médio prazo”, afirmou.

Na projeção de longo prazo, o próximo grande ciclo de valorização poderia empurrar o preço do ativo para a faixa de US$ 164 mil.

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Jornalista, assessor de comunicação e escritor. Escreve também sobre cinema, séries, quadrinhos, já publicou dois livros independentes e tem buscado aprender mais sobre criptomoedas, o suficiente para poder compartilhar o conhecimento.
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