Brasileiro lança ‘novo Uber’ com blockchain e criptomoeda própria

DeFi domina o mercado: carteiras e apps capturam 5x mais taxas que blockchains
  • Plataforma conecta passageiros, reduz custos com rotas compartilhadas e conta com criptomoedas
  • Wallet cripto integrada aproxima usuários da Web3 naturalmente.
  • Token oferece utilidade real e incentivos dentro do aplicativo.

Um empreendedor brasileiro lançou o DividiCar, aplicativo que reúne economia compartilhada, camada social de conexão entre usuários e tecnologia blockchain. Ele propõe um modelo descrito por parte do mercado como um “novo Uber com criptomoeda própria”.

A solução chega em um momento no qual o transporte urbano enfrenta desafios frequentes, especialmente em horários de alta demanda, grandes eventos e regiões com baixa oferta de deslocamento.

O aplicativo nasce com uma estratégia para aproximar usuários com rotas semelhantes antes mesmo da corrida acontecer. Isso permite que mais de uma pessoa compartilhe o custo de serviços tradicionais de transporte. Assim, o DividiCar atua como uma camada adicional sobre o ecossistema já existente. Ele não compete diretamente com os grandes aplicativos, mas oferece previsibilidade e redução de custos para quem enfrenta tarifas dinâmicas ou longos deslocamentos.

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Esse modelo se apoia em uma camada social que funciona como um sistema de “match” semelhante ao de aplicativos de relacionamento, mas voltado exclusivamente à mobilidade. A conexão ocorre quando dois usuários aceitam dividir o trajeto. Além disso, ambos aprovam o perfil um do outro.

Essa dinâmica cria um ambiente mais seguro e transparente, já que o passageiro passa a escolher com quem dividirá o trajeto, visualizar avaliações e acompanhar compatibilidade de rota em tempo real.

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Mobilidade com blockchain e criptomoedas

Além disso, o app promete reduzir cancelamentos, minimizar incertezas e aumentar a sensação de segurança em situações específicas. O foco recai sobre cenários comuns nas principais capitais brasileiras: saídas de shows, horários de tarifa dinâmica, trajetos longos e dificuldades de transporte em regiões periféricas. Nessas ocasiões, o custo individual muitas vezes inviabiliza o uso de aplicativos tradicionais. Por isso, a divisão se torna uma alternativa econômica e eficiente.

Outro diferencial decisivo é a presença de uma wallet cripto integrada, que funciona de forma totalmente nativa dentro do aplicativo. O usuário não precisa acessar plataformas externas para interagir com a blockchain. Isso ocorre porque cada conta é acompanhada de uma carteira digital automática. Segundo a equipe do projeto, a proposta é transformar o DividiCar em uma porta de entrada prática para o universo Web3. Assim, facilita o uso de blockchain por quem nunca teve contato com criptomoedas.

Essa wallet serve também como base para o token do ecossistema, projetado com quatro utilidades principais: pagamento de funcionalidades internas, cashback e recompensas, gamificação baseada em avaliações e incentivos por indicação. O objetivo é criar um ciclo de engajamento no qual a participação do usuário gera movimentação on-chain. Esse processo fortalece a comunidade e dá ao token uma utilidade real, não apenas especulativa.

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Superapp em construção

O fundador do projeto, que acumula experiência em comunidades cripto e marketing digital, aposta em uma expansão acelerada. A estratégia mira o público amplo de mobilidade urbana. Com isso, atinge desde estudantes até profissionais que dependem de transporte diário. Caso o modelo escale como previsto, o aplicativo pode transformar-se em uma das maiores portas de entrada de novos usuários para a Web3 no Brasil. Isso geraria histórico on-chain legítimo, aumento orgânico de holders e maior transparência nas interações.

A visão de longo prazo, no entanto, vai além da divisão de corridas. O DividiCar se posiciona como um Super App em construção, inspirado em modelos chineses que concentram mobilidade, finanças, identidade digital e interações sociais em um único ambiente. A proposta inclui ampliar recursos financeiros e expandir funcionalidades integradas. Além disso, o app quer criar um ecossistema unificado baseado em economia colaborativa e blockchain.

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Jornalista, assessor de comunicação e escritor. Escreve também sobre cinema, séries, quadrinhos, já publicou dois livros independentes e tem buscado aprender mais sobre criptomoedas, o suficiente para poder compartilhar o conhecimento.
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