Cripto como arma geopolítica: Rússia cria sistema seguro para comércio internacional

Cripto como arma geopolítica: Rússia cria sistema seguro para comércio internacional
  • Rússia permite uso de cripto em transações internacionais para evitar restrições bancárias.
  • Operações domésticas continuam proibidas, protegendo a estabilidade do rublo.
  • Novo sistema exige rigor em AML e KYC, sob supervisão do Banco Central.

A Rússia anunciou a legalização do uso de criptomoedas para pagamentos internacionais, criando um sistema alternativo que dribla sanções ocidentais.

Além disso, o objetivo é facilitar o comércio com países não alinhados, como China, Índia e Turquia, enquanto mantém rígido controle sobre os riscos financeiros.

Legalização de cripto para transações internacionais

O Ministério da Fazenda e o Banco Central da Rússia formalizaram o uso de criptomoedas em negócios internacionais. Portanto, a medida consolida o regime experimental iniciado em setembro, que já permitia testes em transações externas.

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Segundo o ministro da Fazenda, Anton Siluanov:

“Embora o objetivo estratégico seja aliviar as sanções, nosso foco principal continua sendo o controle dos riscos financeiros inerentes às criptomoedas.”

Além disso, o novo sistema exige que todas as operações sejam processadas em infraestrutura regulada, sob fiscalização intensa do Banco Central. Contudo, o regime mantém a proibição do uso de cripto no mercado interno, preservando a estabilidade do rublo.

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Medidas de supervisão e segurança

Para garantir que o uso de criptomoedas em transações internacionais seja seguro, o governo russo estabeleceu regras rígidas de monitoramento e fiscalização. Além disso, o foco está em evitar riscos financeiros e proteger a economia interna.

  • Todas as transações devem seguir padrões rigorosos de AML e KYC.
  • O Federal Financial Monitoring Service supervisionará os processos.
  • Operações domésticas continuam restritas, evitando, assim, impactos no câmbio e na economia interna.

Impactos e consequências

A legalização de cripto em transações internacionais cria uma alternativa a canais bancários tradicionais, bloqueados por sanções como a exclusão do SWIFT. Por isso, empresas russas poderão realizar pagamentos internacionais sem atrasos e dificuldades.

Além disso, o movimento fortalece relações comerciais com países que não aderiram às sanções ocidentais, abrindo espaço para negociações mais ágeis e seguras. Entretanto, o regime exige fiscalização rigorosa para evitar lavagem de dinheiro e riscos de instabilidade financeira.

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Assim, a decisão representa um passo estratégico na adaptação da Rússia às pressões econômicas externas. O sistema de cripto para comércio exterior pode se tornar um modelo de como países sancionados podem operar fora do sistema financeiro global tradicional.

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Adepto do DeFi e convertido à descentralização, deixei o sistema financeiro tradicional para viver a revolução cripto de dentro. Respirando blockchain, escrevendo sobre o que move o futuro — longe dos bancos, perto da liberdade.
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