Deputados aprovam uso de blockchain para rastrear ouro no Brasil

Brasil pode criar sua própria reserva de Bitcoin Projeto avança na câmara
  • Blockchain aumenta controle e combate ao ouro ilegal
  • Projeto endurece regras e elimina presunção de legalidade
  • Sistema integra órgãos e amplia transparência no setor

A Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados aprovou um projeto que cria um sistema digital para rastrear o ouro no Brasil. A proposta busca enfrentar o garimpo ilegal, as fraudes e a lavagem de dinheiro no setor mineral.

O texto aprovado é um substitutivo apresentado pelo relator, deputado Sidney Leite (PSD-AM), ao Projeto de Lei 6432/19 e propostas associadas. O parlamentar defende que a medida fortalece a fiscalização e reduz brechas para atividades ilícitas.

De acordo com Leite, o uso de um documento eletrônico de controle aumenta a segurança das operações. Ele afirma que o modelo permite rastrear a origem do metal com mais precisão.

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O projeto estabelece que a comprovação da legalidade do ouro dependerá exclusivamente de registros digitais. Com isso, o modelo atual baseado em declarações frágeis perde validade.

Sistema integra órgãos e usa blockchain

Assim, a proposta cria um sistema integrado de fiscalização que reúne diferentes órgãos públicos. Participam da estrutura a Receita Federal, o Banco Central, a Polícia Federal, o Ibama e a Agência Nacional de Mineração.

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Esse sistema utiliza tecnologias digitais avançadas para registrar cada etapa da cadeia do ouro. O uso da blockchain garante que os dados não sejam alterados ao longo do tempo.

Na prática, o registro começa na extração e segue até a venda final do metal. Cada transação gera um histórico rastreável e auditável pelas autoridades.

Assim, entre as mudanças, o projeto torna obrigatória a emissão de Nota Fiscal Eletrônica. O documento passa a ser a única prova válida para transporte e custódia do ouro.

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Além disso, a proposta cria o Documento Eletrônico de Origem. Esse registro deve ser emitido na primeira venda do ouro extraído sob permissão de lavra garimpeira.

A Agência Nacional de Mineração valida essas informações de forma rigorosa. O objetivo é impedir a entrada de ouro ilegal no mercado formal.

O texto também revoga a presunção de legalidade na compra do metal. A partir disso, compradores e vendedores passam a dividir a responsabilidade pela verificação da origem.

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Transparência e punições mais rígidas

Assim, o projeto determina a criação de um portal público de transparência. A plataforma deve permitir o acesso a dados detalhados sobre a cadeia produtiva do ouro.

Entre as informações disponíveis, estarão a área de extração georreferenciada e o volume comercializado. Também constará a licença ambiental vinculada à operação.

A medida amplia o controle social e facilita a atuação de órgãos de fiscalização. Ao mesmo tempo, aumenta a pressão por conformidade no setor mineral.

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Caso a proposta seja aprovada em definitivo, o sistema passa a ser obrigatório em todo o país. A implementação está prevista para começar em 1º de janeiro de 2027.

Além disso, o texto também prevê punições mais duras para quem descumprir as regras. As sanções incluem multas elevadas, apreensão do ouro e suspensão de títulos minerários.

Assim, em casos mais graves, o projeto autoriza o cancelamento do CNPJ da empresa infratora. A intenção é desestimular práticas ilegais e reforçar a responsabilidade no setor.

Dessa forma, a proposta ainda tramita em caráter conclusivo na Câmara. Antes de seguir ao Senado, o texto será analisado pelas comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça.

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Jornalista, assessor de comunicação e escritor. Escreve também sobre cinema, séries, quadrinhos, já publicou dois livros independentes e tem buscado aprender mais sobre criptomoedas, o suficiente para poder compartilhar o conhecimento.
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