Guerra, petróleo e inflação: por que o conflito com o Irã pode fazer o Bitcoin disparar

Guerra, petróleo e inflação: por que o conflito com o Irã pode fazer o Bitcoin disparar
  • Bitcoin manteve suporte próximo de US$ 67.000, apesar da tensão envolvendo Irã e o petróleo.
  • Analistas projetam alta até US$ 74.000, caso o suporte atual se mantenha nas próximas semanas.
  • JPMorgan alerta que inflação dos Estados Unidos pode atingir 5%, pressionada pelo petróleo.

O Bitcoin manteve estabilidade neste domingo, mesmo diante da escalada geopolítica no Oriente Médio.

A criptomoeda girou em torno de US$ 67.000, enquanto investidores aguardam a reação dos mercados tradicionais e o impacto do petróleo na inflação americana.

Bitcoin mantém suporte e traders projetam nova alta

Dados da TradingView mostram que o Bitcoin permaneceu dentro da faixa recente, evitando uma queda mais forte. Entretanto, o ativo ainda enfrenta incertezas de curto prazo.

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O analista Michaël van de Poppe destacou que o mercado reagiu bem inicialmente. Ele afirmou:

“O Bitcoin parece bem no curto prazo.”

Além disso, o Bitcoin precisa superar a média móvel de 21 dias, atualmente em US$ 67.627. Esse nível representa uma resistência importante.

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Outro fator relevante envolve o gap dos contratos futuros da CME Group, localizado em US$ 65.880. Esse vazio de liquidez pode atrair o preço no curto prazo.

Ainda assim, alguns traders enxergam potencial de alta, portanto, o suporte atual se torna decisivo para o próximo movimento.

Petróleo e inflação entram no radar e elevam tensão macroeconômica

O principal risco agora envolve o petróleo, o Irã ameaçou fechar o Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo global.

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Por isso, analistas avaliam um possível choque inflacionário. O relatório citado pelo The Kobeissi Letter, com base em dados do JPMorgan, indica que o índice de preços ao consumidor pode subir para 5%.

Esse nível não aparece desde março de 2023, naquele período, o Federal Reserve elevou juros agressivamente.

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Além disso, inflação mais alta reduz a liquidez global, esse cenário normalmente pressiona ativos de risco, incluindo criptomoedas.

Entretanto, o Bitcoin demonstrou resiliência até agora. Isso sugere que parte do risco já estava precificada.

Mercado aguarda reação dos ativos tradicionais

Os mercados tradicionais ainda não reagiram completamente, pois o evento ocorreu no fim de semana. Os futuros das ações americanas caíram 0,65%.

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Por isso, os próximos dias serão decisivos, a abertura dos mercados pode definir a direção do Bitcoin.

Se o petróleo subir fortemente, o cenário pode mudar rapidamente. Entretanto, caso a inflação permaneça controlada, o Bitcoin pode retomar a tendência de alta.

No curto prazo, o nível de US$ 67.000 permanece como principal suporte. Portanto, sua manutenção pode abrir caminho para novas máximas nas próximas semanas.

O comportamento recente reforça o papel crescente do Bitcoin como ativo macroeconômico sensível a juros, inflação e liquidez global.

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Adepto do DeFi e convertido à descentralização, deixei o sistema financeiro tradicional para viver a revolução cripto de dentro. Respirando blockchain, escrevendo sobre o que move o futuro — longe dos bancos, perto da liberdade.
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