Milei teria recebido US$ 5 milhões para promover criptomoeda LIBRA, indicam documentos vazados

Milei teria recebido US$ 5 milhões para promover criptomoeda LIBRA, indicam documentos vazados
  • Documentos vazados apontam acordo de US$ 5 milhões para Javier Milei promover o token LIBRA.
  • Registros telefônicos mostram sete ligações com Mauricio Novelli perto do lançamento.
  • O token subiu após postagem em 14 de fevereiro de 2025, mas despencou horas depois.

O presidente da Argentina, Javier Milei, teria firmado um acordo de US$ 5 milhões para promover a criptomoeda LIBRA nas redes sociais, segundo documentos vazados analisados por investigadores.

Os arquivos foram encontrados durante uma perícia em um celular ligado ao caso, e agora autoridades da Argentina e dos Estados Unidos investigam possível fraude envolvendo o token.

Investigação aponta contrato e ligações antes do lançamento

Segundo reportagens divulgadas em 16 de março, investigadores encontraram um documento que descreve um acordo entre Milei e os responsáveis pelo projeto do token LIBRA.

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O suposto contrato previa que o presidente divulgaria publicamente a criptomoeda em suas redes sociais em troca de pagamento.

Além disso, registros telefônicos indicam contato frequente entre Milei e o empresário argentino Mauricio Novelli pouco antes do lançamento do ativo.

Os dados mostram cinco ligações antes da estreia do token e duas logo após a publicação do presidente no X.

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Novelli teria apresentado Milei ao empreendedor americano Hayden Davis, apontado como criador da criptomoeda.

Além disso, os registros citam comunicações com a secretária presidencial Karina Milei e com o assessor político Santiago Caputo.

Portanto, os investigadores tentam entender se essas conversas tiveram relação direta com o lançamento do projeto.

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Postagem de Milei impulsionou o preço do token

A polêmica começou em 14 de fevereiro de 2025, na ocasião, Milei publicou nas redes sociais uma mensagem apoiando o token LIBRA e o projeto associado chamado “Viva la Libertad”.

A publicação provocou forte reação do mercado.

Em poucos minutos, investidores correram para comprar o ativo. Como resultado, o preço disparou rapidamente.

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Entretanto, o movimento durou pouco, horas depois, o token perdeu grande parte do valor.

O episódio levantou suspeitas de manipulação de mercado e promoção enganosa.

Na época, Milei negou envolvimento direto com o projeto. O presidente afirmou:

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“Eu não promovi o projeto, apenas compartilhei a informação.”

Contudo, os novos documentos parecem contradizer essa versão. Por isso, investigadores analisam se a promoção ajudou a inflar artificialmente o preço da criptomoeda.

Autoridades analisam possível fraude com criptomoeda

A investigação segue em andamento e envolve autoridades argentinas e órgãos dos Estados Unidos.

Até o momento, Milei não foi formalmente acusado de nenhum crime. Mesmo assim, o caso ganhou forte repercussão política e financeira.

Além disso, especialistas alertam para os riscos de promoções públicas de criptoativos feitas por figuras políticas ou influenciadores. Esse tipo de endosso pode atrair investidores rapidamente e gerar movimentos bruscos de mercado.

Portanto, o caso LIBRA pode se tornar um exemplo emblemático sobre transparência, responsabilidade pública e influência política no mercado de criptomoedas.

Se as acusações forem confirmadas, o episódio poderá ter impactos significativos tanto na política argentina quanto no debate global sobre regulação de ativos digitais.

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Adepto do DeFi e convertido à descentralização, deixei o sistema financeiro tradicional para viver a revolução cripto de dentro. Respirando blockchain, escrevendo sobre o que move o futuro — longe dos bancos, perto da liberdade.
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