- A Strategy comprou 4.871 Bitcoins por cerca de US$ 329,9 milhões na semana passada, a um preço médio de US$ 67.718 por BTC
- Com a nova compra, o preço médio do estoque total ficou em torno de US$ 75.644 por BTC
- A recompra ocorre em um contexto de pressão sobre os preços do Bitcoin desde o pico do fim de 2025
A Strategy, empresa liderada por Michael Saylor e maior detentora corporativa de Bitcoin, retomou as compras após uma breve pausa. Entre 1º e 5 de abril de 2026, a companhia adquiriu 4.871 BTC por cerca de US$ 329,9 milhões, com preço médio de US$ 67.718 por moeda. Além disso, a movimentação elevou o caixa de Bitcoin para 766.970 BTC, o que mantém a empresa perto da marca de 767 mil BTC.
Compra de US$ 330 milhões retoma ritmo após pausa e mexe com a leitura do mercado
A Strategy havia interrompido uma sequência de compras que durou cerca de 13 semanas. No entanto, a empresa voltou ao mercado logo no começo de abril, o que reativou a narrativa de acumulação contínua.
Com a nova compra, o preço médio do estoque total ficou em torno de US$ 75.644 por BTC, conforme dados divulgados. Portanto, o BTC ainda precisaria ficar acima desse patamar para eliminar o ‘desconto’ em relação ao custo histórico.
Enquanto isso, o mercado reagiu de forma imediata. As ações da Strategy subiram no pré-mercado, sinalizando que investidores seguem usando o papel como proxy de exposição ao Bitcoin. Assim, o fluxo de compras continua influenciando o humor em torno do ticker, mesmo quando o BTC oscila.
Além disso, Michael Saylor voltou a sinalizar o movimento nas redes sociais, alimentando expectativa antes do anúncio. Dessa forma, a comunicação pública segue como parte do ‘ritual’ que o mercado já espera.
Balanço do trimestre e cenário macro ajudam a explicar a estratégia de retomada
A recompra ocorre em um contexto de pressão sobre os preços do Bitcoin desde o pico do fim de 2025. Ao mesmo tempo, a própria Strategy reportou um prejuízo não realizado de US$ 14,46 bilhões em ativos digitais no 1º trimestre de 2026, embora tenha citado um benefício fiscal diferido de US$ 2,42 bilhões como contrapeso parcial.
Por outro lado, a empresa mantém a tese de longo prazo: comprar em períodos de fraqueza relativa e reduzir o custo médio ao longo do tempo. Portanto, a volta com US$ 330 milhões sugere disciplina de calendário, e não um ‘all-in’ pontual.
Além disso, o movimento reforça um sinal importante para o mercado. Quando a maior tesouraria corporativa volta a comprar, muitos participantes interpretam isso como voto de confiança na tendência de médio prazo.
