Os criptoativos e a tecnologia blockchain tem promovido diversas corridas no últimos anos.
Primeiro vieram as Ofertas Iniciais de Moedas (ICOs) e o lançamento de novos protocolos cripto.
Depois vieram as finanças descentralizadas (DeFi), os tokens não fungíveis (NFTs), e agora é a vez da tokenização.
Apesar destes processos terem sofrido um pouco com o hype ao qual foram inseridos, as suas utilidades mantiveram-se resilientes e são incontestáveis.
De todos os processos supracitados, o de tokenização possui particularidades.
Ele já vem acontecendo há alguns anos, mas de forma lenta e não específica.
Basicamente, as ICOs e as DeFis foram relativamente voltadas ao ecossistema cripto.
No início, os NFTs também eram, mas ganharam a adesão de empresas privadas, além do meio artístico e do meio do entretenimento como um todo.
Já a tokenização não está voltada especificamente aos criptoativos, mas sim a um produto de blockchain que deverá simplificar e otimizar processos econômicos, financeiros e sociais no mundo.
Basicamente com o advento da tecnologia blockchain todo bem pode ser transformado em um token.
E esta tokenização pode tanto acontecer para aqueles bens que correspondem a ativos de valor, ou bens que correspondem a ativos de usabilidade.
Desde que a The Royal Mint (Casa da Moeda britânica) se uniu à CME (Chicago Mercantile Exchange) em 2018 e juntas transformaram o ouro em um ativo tokenizado ou token, a forma de negociação de commodities foi alterada no mundo, de certa forma.
Aplicável a ativos tangíveis e não tangíveis, a tokenização jé é um caminho que é percorrido a passos mais largos pelas indústrias em geral.
Praticamente tudo pode ser tokenizado.
Podem ser considerados como sendo artigos tangíveis o próprio dinheiro, os empréstimos, bens móveis e imóveis, entre outros.
Como não tangíveis existem os direitos autorais, as marcas registradas e patentes, Títulos e Ações, entre outros.
Tudo poderá ser tokenizado tendo por trás deste processo um contrato inteligente imutável.
Ao se tokenizar algo, este produto adquire maior liquidez no mercado o que facilita a sua transação.
Também se torna mais acessível e com maior capacidade de captar recursos.
Principalmente porque dentre as possibilidades ou modos de tokenização existem aqueles tipos de token que podem ser fracionados.
O fato de ser um token em rede de blockchain também promove a dinâmica de acessibilidade incondicional, podendo assim ser comercializado a qualquer momento.
Isso é diferente do que ocorre em Instituições financeiras em sua maioria, que ainda se encaixam nos sistemas de trabalho tradicionais um tanto quanto retrógrados para a atualidade.
Outro benefício é a rapidez e a redução dos custos operacionais.
Com a tecnologia blockchain os pagamentos e liquidações são executados quase que de forma instantânea.
Quanto à economia, a blockchain elimina os diversos intermediários que burocratizam e aumentam as custas em cada passo do processo como um todo.
O único empecilho momentâneo para a total abrangência dos itens, bens e produtos tokenizados é a sua disponibilidade em Bancos e instituições governamentais.
Mas isto está mudando, e até de forma bastante dinâmica.
O problema mais imediatista é que muitas destas instituições ainda não possuem as tecnologias e infraestrutura adequadas para oferecerem recursos de tokenização para seus produts, ou até aceitar produtos tokenizados dos que já possuem tais aparatos tecnológicos.
Como nada nasce grande, o tempo fará com que esta nova tecnologia seja abrangida pelos diferentes segmentos da sociedade e economia.
A tecnologia blockchain praticamente é o berço da revolução industrial que o mundo vive hoje.
Ela está embasada na dinâmica das informações e no processamento delas.
Tokenizar produtos e bens diversos é uma forma de se transformar algo de certa forma tátil em digital.
E provavelmente quem não seguir este caminho definitivamente ficará para trás.
