- Turquia amplia cerco e trava milhões em criptomoedas ilegais
- Stablecoins entram no centro da repressão financeira global
- Tether coopera e reforça ações contra lavagem de dinheiro
As autoridades turcas ampliaram a ofensiva contra apostas ilegais e lavagem de dinheiro, e agora congelam valores que ultrapassam centenas de milhões de dólares associados ao uso de criptomoedas. O movimento reforça como os emissores de stablecoins ganharam peso nas ações globais de fiscalização, especialmente quando governos tentam reduzir operações criminosas que se apoiam em transações digitais.
No centro da operação, o ministério público de Istambul confirmou o congelamento de € 460 milhões (US$ 544 milhões) vinculados ao fugitivo Veysel Sahin, acusado de comandar redes de apostas clandestinas. As autoridades destacaram que a medida contou com apoio direto da Tether Holdings SA, emissora do USDT, atualmente a maior stablecoin do mundo.
Cooperação inédita mom emissores de stablecoins
A Turquia trata o caso como parte de uma campanha mais ampla. Nos últimos meses, mais de US$ 1 bilhão em ativos ligados a crimes financeiros já foi apreendido. Após o caso Sahin, veículos relataram congelamento de US$ 500 milhões ligado a outra investigação, evidenciando repressão.
A Tether reforça que analisa solicitações legais e age conforme as normas locais. O CEO Paolo Ardoino afirmou que a empresa mantém cooperação constante com autoridades que vão de procuradores nacionais a agências federais dos EUA. A postura contrasta com períodos anteriores, quando os reguladores observavam a empresa com maior desconfiança.
Empresas de análise blockchain relatam um aumento expressivo no bloqueio de carteiras desde 2023. Bilhões em tokens foram congelados, enquanto o USDT aparece recorrentemente, refletindo seu peso no comércio internacional global.
Cresce o escrutínio global sobre o uso criminoso de criptos
Embora a colaboração tenha aumentado, autoridades internacionais continuam apontando o USDT como ferramenta frequente em esquemas de lavagem de dinheiro e operações de evasão de sanções. Pesquisadores avaliam que, mesmo com avanços em conformidade, o setor de stablecoins ainda enfrenta desafios significativos para conter abusos em larga escala.
Na Turquia, promotores afirmam que novas apreensões devem ocorrer. Investigações rastreiam fluxos ilícitos em bancos e criptoativos, mostrando que ativos digitais já não escapam da fiscalização estatal. Além disso, o congelamento dos fundos ligados a Sahin, dizem, envia uma mensagem clara, o uso de stablecoins em atividades ilegais encontra barreiras cada vez mais firmes e coordenadas.
