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- Banco BOCOM BBM está entre as primeiras 26 instituições conectadas diretamente à infraestrutura internacional do yuan digital.
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- Plataforma CBETS levará serviços internacionais com e-CNY a oito mercados, incluindo o Brasil.
- Outras 39 instituições financeiras chinesas e estrangeiras já solicitaram entrada no sistema.
O yuan digital da China ganhou uma conexão direta com o sistema financeiro brasileiro. O Banco BOCOM BBM, instituição sediada no Brasil e controlada pelo Bank of Communications, está entre as primeiras 26 instituições financeiras que assinaram participação direta no Cross-border e-CNY Transfer Services (CBETS), plataforma internacional para pagamentos e liquidações com a moeda digital chinesa.
A informação aparece em documentos do próprio Bank of Communications. O banco confirma que suas unidades de Hong Kong, Macau e Brasil assinaram os primeiros acordos de participação direta no CBETS em 16 de junho de 2026. A infraestrutura foi criada pelo Centro Internacional de Operações do Yuan Digital, sob orientação do instituto responsável por moedas digitais do Banco Popular da China (PBoC).
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Isso coloca o Brasil entre os primeiros mercados alcançados pela expansão internacional do e-CNY e deve conectar o Pix ao sistema da CBDC asiática. No entanto, a integração não equivale ao lançamento de uma carteira de yuan digital para o público brasileiro. Neste primeiro momento, trata-se de uma conexão institucional destinada principalmente a pagamentos, liquidações, comércio e outras operações financeiras internacionais.
Banco brasileiro está entre os 26 primeiros participantes
A primeira leva do CBETS reúne instituições e subsidiárias bancárias localizadas em Hong Kong, Macau, Singapura, Laos, Tailândia, Emirados Árabes Unidos, Catar e Brasil. Além do BOCOM BBM, aparecem unidades internacionais de gigantes como ICBC, Agricultural Bank of China, Bank of China e China Construction Bank, além do Standard Chartered China.
O Banco BOCOM BBM S.A. é uma instituição brasileira registrada no Banco Central. O antigo Banco BBM teve 80% de suas ações adquiridas pelo Bank of Communications em 2016. Em agosto de 2024, ocorreu a transferência das ações remanescentes da família Mariani para o grupo chinês.
A conexão com a infraestrutura financeira chinesa já vinha sendo construída antes do yuan digital. Em 2023, o BOCOM BBM tornou-se a primeira instituição financeira da América Latina a se tornar membro pleno do CIPS, sistema de pagamentos interbancários transfronteiriços em renminbi.
Agora, a instituição brasileira avança também para o CBETS. Segundo o Bank of Communications, a participação pretende ampliar serviços digitais de pagamentos relacionados a comércio internacional e movimentação transfronteiriça de recursos.
China recebe pedido de mais 39 instituições
A expansão ganhou uma nova dimensão nesta semana. Segundo a Xinhua, o Centro Internacional de Operações do Yuan Digital informou que, até o fim de setembro, outras 39 instituições financeiras chinesas e estrangeiras haviam solicitado participação direta no CBETS. Os nomes dessas instituições ainda não foram divulgados.
Isso significa que o número potencial de participantes diretos pode passar dos atuais 26 para 65 instituições, caso todas as solicitações avancem.
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A China também já começou a conectar o CBETS a outras infraestruturas nacionais de pagamentos. A plataforma está integrada ao Faster Payment System (FPS), de Hong Kong, e à Lao National Payment Network (LAPNet), do Laos, além de realizar testes de pagamentos internacionais em yuan digital envolvendo Singapura.
Segundo a Xinhua, o CBETS foi estruturado tanto para integração com sistemas de pagamentos de autoridades monetárias e outras moedas digitais oficiais quanto para permitir que instituições financeiras estrangeiras se conectem diretamente à infraestrutura.
No modelo tradicional, pagamentos internacionais podem atravessar diferentes bancos correspondentes antes da liquidação. A proposta chinesa é reduzir intermediários e encurtar esse processo, utilizando uma infraestrutura capaz de operar tanto com sistemas tradicionais quanto com componentes baseados em blockchain.




