- Dificuldade do Bitcoin recuou para 146,4 trilhões no primeiro ajuste de 2026.
- Próximo ajuste pode elevar a dificuldade para 148,2 trilhões em 22 de janeiro.
- Margens de mineração seguem pressionadas após halving e queda do hash price abaixo de US$ 35.
A dificuldade de mineração do Bitcoin caiu no primeiro ajuste de 2026, após um ano marcado por recordes e forte pressão sobre o setor.
O movimento levanta dúvidas sobre um possível alívio para os mineradores ou apenas mais uma pausa em um cenário ainda crítico.
Dificuldade recua após ano de máximas históricas
A dificuldade de mineração do Bitcoin caiu para 146,4 trilhões, segundo dados divulgados nesta quinta-feira, trata-se do primeiro ajuste negativo de 2026.
Em 2025, entretanto, a métrica atingiu níveis recordes, em novembro, chegou ao pico de 155,9 trilhões, refletindo competição extrema entre mineradores.
Além disso, o tempo médio de bloco está em 9,88 minutos, abaixo da meta de dez minutos. Por isso, o próximo ajuste tende a ser positivo. De acordo com a CoinWarz:
“o próximo ajuste de dificuldade deve ocorrer em 22 de janeiro de 2026, elevando o nível para 148,20 trilhões”.
Pressão sobre mineradores segue elevada
Mesmo com a queda pontual da dificuldade, o cenário segue desafiador. O halving de abril de 2024 reduziu a recompensa por bloco em 50%, comprimindo receitas.
Além disso, o hash price caiu abaixo do ponto de equilíbrio em novembro de 2025. O indicador chegou a US$ 35 por PH/s/dia, mínima de vários anos. Segundo o Hashrate Index, US$ 40 é o patamar crítico para manter operações ativas. Abaixo disso, muitos mineradores desligam máquinas.
Entretanto, fatores externos também pesaram. Tarifas impostas pelos Estados Unidos elevaram custos e geraram riscos na cadeia de suprimentos.
Impacto do mercado e perspectivas para 2026
A queda do mercado cripto agravou o quadro, em novembro, o Bitcoin recuou mais de 30%, tocando níveis próximos de US$ 80 mil. Apesar da recuperação recente, o preço ainda está distante do topo histórico acima de US$ 125 mil, registrado em outubro.
Portanto, o alívio na dificuldade pode oferecer fôlego temporário. Contudo, a sustentabilidade do setor dependerá do preço do BTC, eficiência energética e consolidação do mercado.
