DePIN na Solana atinge US$ 2,8 milhões e Helium domina receita

  • Setor DePIN na Solana arrecadou US$ 2,8 milhões em receita durante abril
  • Helium Mobile concentra US$ 14 milhões e responde por dois terços do total
  • Atividade de descarga de dados saltou 17 vezes em um ano

Os protocolos de solana DePIN infraestrutura física descentralizada construída sobre a Solana geraram US$ 2,8 milhões em receita durante abril, segundo levantamento da Syndica. O valor representa dinheiro real circulando em redes que oferecem cobertura sem fio, mapeamento e compartilhamento de banda larga.

O dado que mais chama atenção, porém, está no volume. A atividade de descarga de dados nessas redes cresceu 17 vezes na comparação anual, indicando uso efetivo de consumidores finais e não apenas movimentação especulativa de tokens.

Crescimento sustentado da receita

O número de abril segue o ritmo dos US$ 2,4 milhões registrados em fevereiro. Desde janeiro de 2025, a receita acumulada rastreada de protocolos DePIN na Solana já passou de US$ 22 milhões. Em dezembro do ano passado, alguns desses projetos atingiram média de 4,8 terabytes de dados descarregados por mês.

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Sete protocolos concentram a maior parte da atividade, Helium, Render, Hivemapper, UpRock, NATIX, XNET e GEODNET. Cada um cumpre uma função específica. Render se ocupa de renderização gráfica descentralizada por GPU. Hivemapper monta um banco de dados geográfico a partir de câmeras veiculares contribuídas por motoristas. NATIX e GEODNET trabalham com dados meteorológicos e de geolocalização.

A categoria DePIN existe para tentar substituir infraestrutura tradicional antenas de operadoras, frotas de mapeamento, granjas de servidores por redes financiadas e operadas por usuários, que recebem tokens em troca da contribuição. Cada vez que alguém usa essa infraestrutura, ocorre um microtransacionamento on-chain. É justamente por isso que esses projetos precisam de cadeias rápidas e baratas, e a Solana se posicionou como destino preferencial.

Helium Mobile engole a receita

O dado que muda a leitura do setor está na concentração. A Helium Mobile, operadora de telefonia móvel descentralizada, acumula mais de US$ 14 milhões em receita desde janeiro de 2025 frequentemente superando US$ 2 milhões por mês sozinha. Isso significa que aproximadamente dois terços de toda a receita DePIN rastreada na Solana vem de um único protocolo.

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A explicação é direta. Helium Mobile oferece planos de telefonia mais baratos que carriers tradicionais nos Estados Unidos, roteando tráfego por uma rede de hotspots operada por usuários. O incentivo econômico é real, o consumidor paga menos e o operador da antena recebe tokens. Render e Hivemapper têm propostas igualmente legítimas, mas ainda não viraram receita na mesma escala.

O que o número diz ao investidor

Vinte e dois milhões de dólares em cerca de 16 meses ainda é pouco diante de qualquer padrão de infraestrutura tradicional. Uma operadora regional brasileira fatura mais do que isso em alguns dias. O ponto não é o tamanho absoluto, e sim a curva, 17x em descarga de dados sugere adoção genuína, não apenas farm de incentivos.

Para o investidor brasileiro que acompanha o ecossistema da Solana, essa concentração tem leitura ambígua. De um lado, valida a tese de que DePIN é o caso de uso mais palpável da cadeia hoje, ao lado das memecoins e do trading. De outro, expõe um risco de narrativa, se a Helium domina dois terços do faturamento, o termo “Solana DePIN” funciona, na prática, como sinônimo de “Helium na Solana”. O perfil de risco-retorno do setor passa a depender de uma única operação.

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Vale lembrar que o token SOL ainda é negociado distante do topo do ciclo, e a discussão sobre altcoins com ETF em pauta tem mais peso para o preço do que métricas de adoção real. Em corretoras brasileiras, SOL permanece entre os ativos mais negociados depois de BTC e ETH. Já a regulação local seguindo o movimento dos EUA para integrar cripto a sistemas de pagamento pode abrir espaço para projetos DePIN testarem modelos no Brasil, em mercados como mapeamento urbano e redes de IoT em logística. Dados completos do setor seguem disponíveis no painel da Syndica.

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Entusiasta de criptomoedas e tecnologia. Sempre explorando novas tecnologias inovadoras. Nos momentos livres, gosto de jogar e assistir futebol.
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