- Senador alerta para risco de atraso tecnológico no Brasil, durante a Blockchain Conference Brasil
- Críticas à MP 3303 ganham força no debate cripto.
- Engajamento dos usuários vira foco para evitar novas taxações.
O senador Jorge Seif adotou um tom firme nesta sexta-feira durante a Blockchain Conference Brasil. Ele participou de um painel organizado pela Frente Parlamentar de Livre Mercado e mediado por Rodrigo Saraiva Marinho. Desde o primeiro minuto, ele deixou claro que vê risco real na postura do governo diante das criptomoedas.
De acordo com ele, ignorar o Bitcoin como “ouro digital” coloca o país em desvantagem. Ele afirmou que várias nações menores já perceberam essa oportunidade. Assim, continuar sem uma estratégia de reserva soberana em BTC significaria perder espaço econômico e tecnológico.
No início de sua fala, ele lembrou que o mercado cripto nasceu com espírito libertário. Ele destacou que muitos usuários rejeitam interferência estatal e querem total independência. Ele citou que esse sentimento fez o setor crescer rapidamente. Entretanto, ele insistiu que a realidade exige diálogo, porque o Estado ainda domina o ambiente econômico.
O senador afirmou que o excesso de regras sempre travou a inovação no país. Ele lembrou que empreendedores enfrentam barreiras pesadas. Ele disse que esse cenário atrasa setores com grande potencial. E criticou diretamente a MP 3303, que, segundo ele, “quase fulminou o mercado cripto”.
Ele explicou que a MP eliminaria a isenção atual para vendas de até R$ 35 mil. Além disso, criaria uma tributação linear de 17,5% para qualquer operação. Para ele, isso penalizaria pequenos e grandes investidores da mesma forma. E igualaria holders e traders, desconsiderando estratégias diferentes.
Blockchain Conference Brasil
Ele afirmou que outros países protegem quem investe no longo prazo. Ele disse que o Brasil seguia caminho contrário ao querer taxar todos sem exceção. Por isso, ele defendeu que o debate precisa escapar da visão de que o setor funciona como “submundo”.
O senador relatou que, em CPIs recentes, parlamentares associaram criptomoedas a crimes. Ele contou que muitos começam perguntas com “Você tem Bitcoin?”. Ele criticou essa postura e disse que isso distorce a discussão. Para ele, o mercado já é grande demais para ser tratado com preconceito.
Durante o painel, ele pediu mais engajamento dos usuários. Ele disse que quem opera em exchanges brasileiras, como o Mercado Bitcoin, precisa acompanhar o Congresso. Ele afirmou que, sem pressão política, os investidores podem ser empurrados para plataformas estrangeiras. Isso, segundo ele, aumentaria a fuga de capital e reduziria a competitividade local.
Ele lembrou que a retirada da MP 3303 só ocorreu por causa da forte reação popular. Ele afirmou que a proposta não morreu e pode voltar. Por isso, ele disse que seguirá atuando contra qualquer novo aumento da carga tributária.
Bitcoin como ouro digital
Na parte final, ele reforçou seu ponto central. Para ele, não acreditar no Bitcoin como ouro digital deixará o Brasil para trás. Ele disse que vários países menores já criaram reservas soberanas de BTC. E destacou que o Brasil precisa acompanhar esse movimento global.
Assim, o senador também elogiou a atuação da Frente Parlamentar do Mercado Digital. Ele disse que o grupo trabalha para impedir taxação excessiva e garantir um ambiente saudável. Ele afirmou que o país criou mais de 40 tributos em três anos. Por isso, ele vê urgência em conter novas cobranças.
Ele encerrou afirmando que continuará votando contra qualquer aumento de carga sobre investidores. E pediu mais participação da comunidade. Segundo ele, o Brasil só evitará ficar atrás se superar o medo, a desinformação e a taxação exagerada.


