- Probabilidades de US$ 100 mil aumentam e reforçam sentimento otimista
- Gráficos repetem padrão histórico e sugerem recuperação consistente
- Investidores concentram apostas na zona psicológica dos seis dígitos
O Bitcoin avançou novamente e ampliou o otimismo dos investidores, que agora discutem abertamente a chance de o ativo testar US$ 100 mil ainda em janeiro. As projeções ganharam força porque modelos técnicos e mercados de previsão passaram a mostrar o mesmo sinal, uma recuperação consistente em direção aos US$ 96.500 e, possivelmente, além desse patamar.
Os dados da Opinion Labs indicam 59,4% de probabilidade de o Bitcoin fechar o mês acima de US$ 100 mil, um número que surpreendeu analistas e reforçou o clima de confiança no mercado. Esse movimento se tornou mais claro quando o gráfico de velas de um minuto do par BTC/USDT, usado como referência, apontou forte atividade compradora durante a primeira metade de janeiro.

Embora o cenário otimista domine, o mercado ainda calcula alternativas de alta e baixa. As chances de o BTC tocar US$ 105 mil estão em 24,1%, enquanto a probabilidade de atingir US$ 110 mil chega a apenas 8,1%. Na direção contrária, quedas para a região de US$ 85 mil aparecem com 15,1% de possibilidade, sugerindo menor convicção em uma correção forte.
Mercado aponta zona psicológica crucial
O contrato associado ao cenário de US$ 100 mil atraiu o maior volume negociado, mostrando que investidores concentram o risco exatamente nesse patamar. Em contraste, alvos mais altos exibem liquidez modesta, indicando cautela diante de um movimento explosivo de curto prazo. Além disso, cenários de baixa abaixo de US$ 90 mil permanecem pouco explorados, reforçando um sentimento otimista, porém disciplinado.
Arthur Hayes, da BitMEX, reforçou esse tom ao declarar que espera uma recuperação robusta do Bitcoin conforme a liquidez em dólar aumenta sob o governo Trump. Ele argumenta que o avanço não depende apenas de padrões técnicos, mas também do ambiente macroeconômico, que costuma favorecer ativos de risco como o BTC.
Analistas veem repetição de padrão histórico
O analista Jelle apontou que o comportamento recente do Bitcoin lembra uma forte recuperação registrada entre março e maio de 2025. Na época, o ativo caiu, estabilizou, rompeu a linha de tendência de baixa e recuperou a média móvel, movimento que impulsionou uma valorização até o meio daquele ano.

Agora, o gráfico repete elementos semelhantes. O Bitcoin recuou em novembro, consolidou-se em dezembro e rompeu novamente uma linha descendente, voltando a operar acima da faixa da média móvel. O preço permanece perto de US$ 96.880, enquanto US$ 92.113 e US$ 90.083 formam a zona de suporte mais próxima, caso haja uma correção moderada.

Assim, o mercado observa um cenário claro, o Bitcoin exibe estrutura de recuperação, as criptomoedas com potencial ganham tração, a liquidez global reforça a tese de alta e os investidores ajustam posições para um possível teste aos US$ 100 mil ainda neste mês.

