- Golpe em USDT expõe avanço de fraudes com stablecoins
- Justiça sul-coreana endurece penas contra lavagem digital
- Operação rápida tornou impossível recuperar valores desviados
As autoridades prenderam dois fraudadores na Coreia do Sul após identificarem um esquema que lavou US$ 1 milhão em USDT. O caso expôs, mais uma vez, como golpes digitais evoluem rapidamente e desafiam os órgãos reguladores. Os investigadores agiram depois de rastrear operações que misturavam uso de stablecoins, contatos falsos e pressão psicológica sobre vítimas.
O líder da quadrilha recebeu cinco anos de prisão, enquanto o funcionário, que ajudava nas transações, recebeu dois anos e oito meses. Ambos mantinham uma corretora de criptomoedas ilegal que servia como base para movimentar os valores obtidos com o golpe.
Rede criminosa agiu com rapidez extrema
A dupla converteu grandes volumes de dinheiro para USDT em poucos minutos, criando uma estrutura difícil de rastrear. Eles usaram o Telegram para contatar o chefe de uma bolsa local e, ao longo de três meses, operaram como ponte entre golpistas e vítimas.
Os fraudadores se passavam por policiais ou parentes, o que levou várias pessoas a transferirem recursos para contas controladas pela casa de câmbio clandestina. Depois disso, os valores migravam rapidamente dos bancos para a plataforma ilegal, onde eram convertidos em criptomoedas.
Promotores afirmaram que bancos e reguladores não conseguiram congelar os recursos porque o dinheiro sumia em menos de uma hora. O processo envolvia depósitos, cheques e conversões rápidas para stablecoins, o que impediu a recuperação dos fundos.
Justiça endurece o Tom e alerta para novos riscos
O juiz Lee Young-cheol classificou os crimes como “hediondos” e destacou que os réus não demonstraram qualquer esforço para reparar os danos. Para ele, a estrutura usada pelos criminosos tornou quase impossível identificar as vítimas ou recuperar o dinheiro perdido.
Os envolvidos responderão com base na lei especial de prevenção de fraudes financeiras em telecomunicações. Promotores também informaram que o grupo de phishing operava no exterior, mas não detalharam o país.
Enquanto isso, o governo sul-coreano enfrenta uma nova pressão. A Coreia do Sul viu um aumento de 54% em transações suspeitas envolvendo criptomoedas no último ano. Porém, com a adoção digital em alta, autoridades temem que stablecoins, como USDT e USDC, se tornem ferramentas cada vez mais comuns em golpes financeiros.
Parlamentares pedem ações urgentes e coordenadas entre órgãos como KoFIU e o serviço Alfandegário. Para eles, o país precisa reforçar o rastreamento de fluxos ilegais e impedir que criminosos explorem brechas regulatórias.
“Precisamos de uma estratégia proativa para identificar e processar fundos criminosos“, afirmou o deputado Jin Sung-joon. Ele defende novas políticas para bloquear remessas ilegais e reduzir o avanço de crimes envolvendo criptoativos.

