- Bitcoin recua para US$ 91.200 e volta ao centro do range entre US$ 84 mil e US$ 94 mil.
- Indicadores técnicos apontam fraqueza, com formação de um novo death cross semanal.
- Projeções mais pessimistas indicam possível retorno abaixo de US$ 60 mil.
O Bitcoin voltou a pressionar níveis críticos de preço nesta terça-feira, após falhar em sustentar um rompimento de alta.
Com o ativo negociado próximo de US$ 91 mil, analistas passaram a projetar alvos mais baixos, incluindo a região de US$ 58 mil, diante do enfraquecimento técnico e do cenário macroeconômico adverso.
Bitcoin falha no rompimento e retorna ao range lateral
Dados do TradingView mostram que o BTC voltou ao intervalo entre US$ 84 mil e US$ 94 mil, faixa que domina o mercado há cerca de dois meses.

Além disso, o preço perdeu médias móveis importantes no gráfico de quatro horas, o que reforçou a cautela entre traders.
Segundo o analista Daan Crypto Trades, o movimento indica claramente um rompimento frustrado.
“Agora está totalmente de volta ao range de US$ 84 mil a US$ 94 mil. O rompimento falhou e o cenário não ficou bonito”, afirmou em publicação no X.

Entretanto, parte do mercado entende que a fraqueza atual é mais técnica do que fundamental, ainda assim, fatores externos pesam.
Tensões comerciais entre Estados Unidos e União Europeia voltaram ao radar, enquanto ativos de risco perderam força e o ouro renovou máximas históricas.
Death cross semanal reacende alertas de queda
Além do contexto macro, um sinal técnico chamou atenção: a formação de um death cross entre as médias móveis semanais de 21 e 50 períodos. Embora menos conhecido que o cruzamento diário clássico, o padrão costuma anteceder fundos macro do Bitcoin.

Keith Alan, cofundador da Material Indicators, destacou que o sinal não surgiu por acaso.
“Esse movimento não tem relação com narrativas. Ele vem sendo construído nos gráficos há mais de um mês”, escreveu.
Atualmente, o analista observa a média móvel de 100 semanas, situada em torno de US$ 86.900, como possível suporte intermediário. Contudo, visões mais pessimistas também ganharam espaço.
O veterano trader Peter Brandt afirmou que o Bitcoin pode recuar para níveis abaixo de US$ 60 mil. Vale lembrar que o ativo não visita essa faixa desde outubro de 2024.
Impactos no mercado e perspectivas
O aumento da volatilidade já trouxe efeitos imediatos, dados da CoinGlass indicam US$ 360 milhões em liquidações nas últimas 24 horas.
Além disso, o interesse especulativo diminuiu, enquanto investidores aguardam sinais mais claros de direção.
Portanto, o curto prazo segue indefinido, caso o Bitcoin não recupere rapidamente a região de US$ 93.500, nível destacado por Rekt Capital como crucial no gráfico semanal, novas mínimas podem entrar no radar.
Por outro lado, quedas mais profundas também podem atrair compradores de longo prazo. Historicamente, zonas de forte correção antecederam ciclos relevantes de recuperação. Ainda assim, o momento exige cautela.

