- Volatilidade cresce com FOMC e discurso de Trump pressionando o BTC
- Medo aumenta e alavancagem deixa o Bitcoin vulnerável a quedas
- Mercado espera rompimento após faixa estreita entre US$ 85 mil e US$ 90 mil
O Bitcoin inicia a última semana de janeiro sob pressão crescente, enquanto o mercado reage a sinais mistos que afetam diretamente o sentimento dos investidores. Eventos macroeconômicos decisivos reforçam dúvidas sobre a capacidade do ativo de manter a força neste começo de ano.
Embora o BTC ainda concentre a maior parte dos fluxos, o avanço do medo, as saídas de ETFs e as incertezas políticas ampliam o risco de uma virada brusca no humor do mercado. Assim, o ambiente permanece frágil e sujeito a mudanças rápidas.
Pressão aumenta antes do discurso de Trump
O calendário econômico desta semana cria um ambiente de tensão. Na segunda-feira, cinco indicadores importantes serão divulgados de forma simultânea, o que pode gerar oscilações rápidas nos mercados. Além disso, o discurso de Donald Trump, marcado para as 16h (ET), adiciona ainda mais instabilidade. Investidores esperam qualquer sinal sobre juros, gastos públicos ou risco de paralisação do governo, temas que influenciam diretamente o apetite por ativos de risco.
Ao mesmo tempo, os ETFs de Bitcoin registram novas saídas, o que indica uma postura mais defensiva dos investidores institucionais. A combinação de fluxos negativos e um possível IPC abaixo das expectativas reforça a leitura de que o capital americano migra para posições mais seguras.
Mesmo assim, o BTC segue como protagonista no início de fevereiro, já que 60% do fluxo total permanece concentrado no ativo, mantendo o interesse elevado apesar do clima desafiador.
O medo cresce e coloca Bitcoin em posição vulnerável
O Índice de Medo e Ganância caiu 12 pontos e se aproxima da zona de “medo extremo”. Historicamente, esse patamar costuma anteceder períodos de capitulação, quando investidores realizam prejuízos para reduzir exposição. Esse movimento, porém, muitas vezes marca o início de recuperações mais fortes.
Apesar disso, os dados mostram divergência clara entre comportamento institucional e varejo. Os fluxos à vista permanecem contidos, enquanto a alavancagem cresce rapidamente. Na Binance, o par BTC/USDT registra 70% de posições compradas, revelando otimismo persistente entre traders, mesmo com um cenário macro adverso.

O volume de contratos em aberto se aproxima novamente de US$ 60 bilhões, e a alavancagem estimada sobe, deixando o mercado exposto a oscilações repentinas. O preço do Bitcoin permanece preso entre US$ 85 mil e US$ 90 mil, faixa que historicamente antecede rompimentos fortes em qualquer direção.

Esse comportamento reforça a possibilidade de movimentos em cascata caso o mercado elimine alavancagem nas próximas sessões.
O Bitcoin pode fechar janeiro no negativo
Com fluxo à vista fraco, aumento do capital especulativo e um calendário macroeconômico carregado, a pressão sobre o Bitcoin aumenta. A reunião do FOMC, marcada para 28 de janeiro, acrescenta mais um ponto de incerteza. Diante desse quadro, cresce a chance de o BTC encerrar janeiro com desempenho negativo pela primeira vez desde o mercado de baixa de 2022.
Ainda assim, analistas ponderam que uma postura defensiva não indica necessariamente queda prolongada. Em ciclos anteriores, fases de medo extremo muitas vezes antecederam fortes recuperações.
O mercado agora aguarda os próximos dias, que podem definir o tom para fevereiro.

