- Bitcoin pode recuperar força e buscar novamente a faixa dos US$ 75 mil
- Mineradores mostram resiliência e sustentam maior confiança do mercado
- Liquidez e temores na IA criam cenário favorável para alta
Os investidores ainda enfrentam dúvidas sobre o comportamento do mercado, mas sinais de liquidez, receios ligados à avaliação da indústria de IA e a força da mineração de Bitcoin reacendem expectativas otimistas.
O mercado opera com tensão crescente após 18 dias abaixo de US$ 75 mil. A pressão aumentou depois de um teste do nível de US$ 64.200, provocado por quedas globais nas bolsas.

A decisão de Donald Trump de ampliar tarifas de importação para 15% intensificou a aversão ao risco. Assim, muitos investidores migraram para posições mais defensivas.
Embora negativos à primeira vista, esses movimentos costumam abrir espaço para recuperações. O Bitcoin frequentemente reage bem a mudanças macroeconômicas desfavoráveis e mostra força durante períodos de incerteza.
Resiliência dos mineradores e impacto das tarifas
A percepção de risco melhora gradualmente. Mineradores exibem resistência operacional, enquanto traders profissionais aumentam posições durante quedas mais acentuadas.
Em abril de 2025, o governo Trump ampliou tarifas para 75 países. Essas decisões coincidiram com uma mínima de cinco meses e depois com uma alta de 38% nas semanas seguintes.
Durante períodos turbulentos, investidores buscam dinheiro e títulos públicos. Mesmo assim, o Bitcoin tende a se destacar quando governos ensaiam injeções de liquidez para conter desacelerações econômicas.
O Federal Reserve mantém o mercado funcionando ao emprestar recursos com garantias em títulos do Tesouro. A medida não representa liquidez direta, mas indica pressão financeira crescente.
Em março de 2020, esse indicador atingiu US$ 100 bilhões. O movimento marcou o início de uma forte reversão que levou o Bitcoin de US$ 4.400 para US$ 42 mil.

Avaliações de IA preocupam, mas mineração mostra estabilidade
A divulgação dos resultados da Nvidia promete influenciar o mercado, especialmente diante das preocupações com a dívida do setor de tecnologia. A situação se agrava após quedas superiores a 50% em empresas como CoreWeave e Oracle.
Apesar disso, o setor de mineração de Bitcoin mostra estabilidade. O poder de processamento já se recuperou da queda de 25% registrada em janeiro, reduzindo temores sobre uma possível “espiral da morte”.
Os mineradores que usam equipamentos lançados em 2024 e 2025 seguem lucrativos mesmo com custos de eletricidade elevados. Isso reforça a confiança entre gestores profissionais.

Os grandes especuladores, incluindo fundos de hedge, passaram de posição líquida vendida para posição comprada em contratos futuros da CME Group, segundo relatório da CFTC.
O analista Tom McClellan observou que movimentações semelhantes, no passado, anteciparam mínimas relevantes do Bitcoin e sinalizaram fortes repiques.
No fim, mesmo sem confirmação absoluta do fundo em US$ 60.200, a combinação entre liquidez apertada, temores sobre avaliações elevadas na IA e a força da mineração pode empurrar o Bitcoin novamente para perto de US$ 75 mil no curto prazo.

