- Bitcoin cai de US$ 71 mil para US$ 68 mil após fala de Trump.
- ETFs de ações registram saída recorde de US$ 64 bilhões.
- ETFs de Bitcoin perdem US$ 253 milhões em apenas dois dias.
O Bitcoin iniciou a semana em alta, mas perdeu força rapidamente após a escalada do conflito no Oriente Médio.
A situação piorou quando o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou atacar a infraestrutura energética do Irã, provocando uma reação imediata nos mercados.
Saída de capital e tensão geopolítica pressionam o mercado
O ambiente global mudou para “risk-off”, investidores reduziram exposição a ativos de risco, como ações e criptomoedas. Como resultado, o Bitcoin caiu cerca de 5% e voltou para a faixa dos US$ 68 mil.
Além disso, ETFs do S&P 500 e Nasdaq 100 registraram saídas de US$ 64 bilhões em três meses, trata-se do maior fluxo negativo já registrado.
No mercado cripto, o movimento se repetiu, ETFs spot de Bitcoin perderam US$ 253 milhões em apenas dois dias. Apesar disso, o saldo mensal ainda é positivo em US$ 1,48 bilhão.
Entretanto, o histórico recente preocupa, entre novembro e fevereiro, as saídas somaram US$ 6,3 bilhões. Portanto, a recuperação atual ainda é frágil.
Dados on-chain mostram perda de força compradora, o lucro realizado chegou a US$ 17 milhões por hora antes de desacelerar. Em seguida, o preço perdeu o suporte dos US$ 70 mil.

Segundo a Glassnode:
“A incerteza geopolítica está comprimindo a demanda.”
Ameaça de Trump intensifica aversão ao risco
O cenário piorou após uma declaração direta de Donald Trump. O presidente afirmou que os EUA irão “obliterar” as usinas de energia do Irã caso o país não reabra o Estreito de Ormuz em 48 horas.
A ameaça representa uma forte escalada no conflito, o Estreito de Ormuz é responsável por cerca de 20% do transporte global de petróleo.
Logo após a declaração, o mercado reagiu instantaneamente, o Bitcoin caiu de US$ 71 mil para US$ 68 mil, refletindo o aumento do medo e da incerteza.
Além disso, o petróleo segue em alta, acumulando valorização superior a 50% desde o início da guerra. Isso reforça a migração de capital para ativos considerados mais seguros no curto prazo.
Padrão de 2022 pode se repetir
Analistas comparam o momento atual com a guerra entre Rússia e Ucrânia. Em 2022, o Bitcoin caiu inicialmente, depois subiu 24% em poucas semanas.
Entretanto, o alívio foi temporário, o ativo caiu 64% até o final daquele ano. Agora, o padrão parece semelhante, o Bitcoin chegou a subir quase 10% no início do conflito atual. Porém, perdeu força rapidamente.
Três fatores explicam o movimento, primeiro, a liquidez global está pressionada, além disso, os custos de energia sobem. Por fim, há vendas forçadas em momentos de estresse.
Esse cenário reduz o apetite por risco, portanto, limita a recuperação no curto prazo. Alguns analistas projetam níveis mais baixos, há expectativa de fundo próximo dos US$ 55 mil.
Se houver escalada militar, o mercado pode sofrer novas quedas, por outro lado, qualquer sinal de trégua pode destravar uma recuperação.


