- Fireblocks lança o Earn em acesso antecipado para clientes institucionais.
- Produto conecta capital ocioso a Aave e Morpho.
- Plataforma movimentou US$ 6 trilhões em stablecoins em 2025, alta de 300%.
O Fireblocks anunciou o Earn, ferramenta que permite a instituições gerar rendimento com stablecoins paradas.
O recurso conecta saldos diretamente a estratégias de empréstimos onchain, com acesso a protocolos consolidados como Aave e Morpho.
Instituições buscam rendimento em capital parado
A proposta mira um problema comum, muitas instituições mantêm grandes volumes em stablecoins sem uso entre ciclos operacionais. Por isso, o Earn tenta transformar esse capital ocioso em fonte de retorno.
Inicialmente, o produto oferece um cofre curado pela Sentora no Morpho, além disso, inclui acesso direto aos mercados de lending do Aave.
Segundo a empresa, o recurso já está disponível em Early Access, portanto, clientes institucionais podem testar a integração dentro da própria plataforma, sem mudar fluxos operacionais.
O CEO Michael Shaulov destacou o avanço:
“Pela primeira vez, instituições podem colocar esses saldos para trabalhar com estratégias onchain, dentro da mesma plataforma e com os mesmos controles.”
Entretanto, os rendimentos não são garantidos, eles variam conforme os protocolos utilizados e podem chegar a zero.
Competição cresce no crédito descentralizado institucional
O movimento reforça uma tendência, cada vez mais empresas criam pontes entre finanças tradicionais e DeFi. Nesse cenário, o Fireblocks disputa espaço com soluções como Coinbase Prime, Anchorage Digital e Nexo.
Além disso, os números mostram o tamanho da oportunidade, Aave lidera o setor com cerca de US$ 25,9 bilhões em valor total bloqueado. Em seguida, o Morpho soma aproximadamente US$ 7,67 bilhões.
Paralelamente, a Fireblocks amplia sua atuação, em 2025, a empresa ajudou a estruturar um modelo de custódia regulado em Nova York.
Já em 2026, adquiriu a plataforma contábil TRES por US$ 130 milhões.
Portanto, o lançamento do Earn vai além de um novo produto, ele sinaliza uma corrida por eficiência no uso de capital institucional dentro do ecossistema cripto.
No fim, a tendência é clara, instituições não querem apenas custodiar ativos. Elas buscam rendimento, liquidez e integração.
E o DeFi surge, cada vez mais, como peça central dessa estratégia.

