- Investidores retiraram US$ 15 bilhões de protocolos DeFi após ataque recente.
- Hackers ligados à Coreia do Norte roubaram quase US$ 600 milhões em 2026.
- Só a Aave perdeu US$ 10 bilhões em depósitos, queda de cerca de 22%.
O mercado de finanças descentralizadas (DeFi) enfrenta uma forte onda de saques após um novo ataque bilionário.
O hack à Kelp DAO, que drenou cerca de US$ 294 milhões, desencadeou uma retirada de mais de US$ 15 bilhões em depósitos, elevando o nível de preocupação com a segurança do setor.
Hack em cadeia provoca efeito dominó no mercado
O ataque à Kelp DAO não ficou isolado, pelo contrário, afetou diretamente diversos protocolos integrados ao token rsETH, usado na plataforma. Como resultado, grandes players sentiram o impacto imediato.
A Aave, maior protocolo DeFi, perdeu cerca de US$ 10 bilhões em depósitos, isso representa uma queda de aproximadamente 22% do total anterior.

Além disso, a Morpho registrou saídas de US$ 1,7 bilhão, enquanto a Sky perdeu cerca de US$ 600 milhões.
O efeito se espalhou rapidamente, mesmo plataformas não ligadas ao ataque sofreram pressão, a Kamino, na rede Solana, viu saídas de US$ 280 milhões em poucos dias.
Esse movimento reflete um problema estrutural, em DeFi, contratos inteligentes executam regras automaticamente. Portanto, quando há falhas, não existe reversão simples das transações.
Além disso, o ataque explorou uma mensagem cross-chain falsificada, esse tipo de operação exige alta coordenação técnica. Por isso, especialistas apontam um avanço no nível dos criminosos.
Segundo relatório da Chainalysis, os ataques mostram “sofisticação e paciência crescentes”, a tendência preocupa o mercado.
Ataques mais sofisticados e uso de IA elevam riscos
O cenário atual indica uma mudança importante, os hackers estão realizando menos ataques, porém com impactos maiores. Em 2026, as perdas já superam US$ 771 milhões.
Além disso, a atuação de grupos como o Lazarus, ligado à Coreia do Norte, tem evoluído rapidamente. Esses grupos combinam engenharia social, falhas técnicas e operações de longo prazo.
Outro fator crítico é o uso de inteligência artificial, ferramentas automatizadas analisam milhares de linhas de código em segundos.
Assim, vulnerabilidades são encontradas com mais rapidez.
O histórico reforça o alerta, em 2025, os prejuízos com hacks cripto ultrapassaram US$ 3,4 bilhões. Portanto, o ritmo atual sugere um novo recorde negativo.
Enquanto isso, investidores institucionais observam o setor com cautela, apesar do potencial de rendimento, os riscos operacionais ainda são elevados.
Por fim, a natureza irreversível das transações em DeFi agrava o problema, diferente do sistema financeiro tradicional, não há mecanismos eficientes de bloqueio ou recuperação de fundos.
Diante desse cenário, a confiança no setor depende, cada vez mais, de avanços reais em segurança. Caso contrário, novas ondas de saída podem continuar pressionando o mercado.

