Standard Chartered mantém alvo de US$ 40 mil para o Ethereum

  • Standard Chartered mantém alvo de US$ 4 mil para ETH no fim de 2026
  • Banco projeta Ethereum a US$ 40 mil até o fim da década
  • Analistas citam domínio em stablecoins e tokenização como tese central

O Standard Chartered voltou a defender uma tese altista para o Ethereum mesmo com o ativo operando perto dos US$ 2 mil. Em nota distribuída na quinta-feira, o banco britânico reiterou alvos de US$ 4 mil para o fim de 2026 e US$ 40 mil até o final da década, sustentados pelo domínio da rede em stablecoins e tokenização.

A segunda maior criptomoeda em capitalização é negociada nesta quinta-feira a US$ 1.984, equivalente a R$ 10.043, queda de 3,9% em 24 horas. A cotação representa um recuo de cerca de 60% frente ao pico de quase US$ 5 mil registrado em agosto do ano passado. Para efeito de comparação, o Bitcoin, hoje em US$ 72.719, cedeu 42% desde a máxima histórica de US$ 126 mil em outubro.

A tese da desconexão entre preço e uso

Os analistas Geoff Kendrick e equipe trabalham com uma analogia direta, o caso da Amazon após o estouro da bolha pontocom em 2001. Naquele momento, Jeff Bezos afirmou que, enquanto o preço da ação caía 94%, todas as métricas internas da empresa seguiam em direção oposta. O Standard Chartered enxerga paralelo semelhante no ETH.

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O argumento se apoia em dados de rede. Stablecoins respondem por 33% das transações em Ethereum no acumulado do ano, e a infraestrutura continua sendo a base dominante para ativos tokenizados. Para o banco, esses vetores não estão refletidos no preço atual, o que cria espaço para uma reaproximação entre cotação e fundamentos on-chain.

A meta de US$ 40 mil traria a razão ETH/BTC de volta a 0,08, patamar visto pela última vez no ciclo de 2021. Pelas projeções implícitas do banco, isso exigiria o Bitcoin operando em torno de US$ 500 mil ao fim da década mesmo terreno onde Cathie Wood projeta o ativo, conforme alvo da ARK Invest.

Stablecoins e tokenização como pilar

O relatório aponta dois catalisadores estruturais. O primeiro é a zona econômica apoiada pela Ethereum Foundation, prevista para estrear no verão do hemisfério norte, que pretende facilitar o trânsito de ativos entre redes construídas sobre a camada base. O segundo é a multiplicação esperada de ativos do mundo real (RWAs) em blockchain.

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“Se os RWAs se multiplicarem por 50 nos próximos anos, como esperamos, a importância desse setor para o Ethereum deve aumentar drasticamente”, escreveram os analistas.

A leitura ganha peso no contexto brasileiro, a B3 já trabalha na tokenização de ações listadas, e a Receita Federal vem ajustando regras para movimentações cripto. Cada nova frente regulatória que destrava ativos on-chain tende a empurrar volume para a rede majoritária do segmento.

O lado cético da equação

Nem todo mundo compra a tese. Nos últimos meses, vozes relevantes do ecossistema têm questionado o modelo econômico do ETH após as reduções de taxas com a chegada das redes layer-2. O cofundador da Bankless, David Hoffman, chegou a vender toda sua posição em ETH alegando deterioração da tese de captura de valor.

O ponto técnico é relevante. Taxas de gás pagas pelos usuários são queimadas, o que historicamente reduz o supply em circulação. Mas, com o upgrade que barateou drasticamente as transações em L2s a partir de 2024, o fluxo de queima diminuiu e a pressão deflacionária que sustentava parte do narrativo perdeu força.

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No curto prazo, o sentimento permanece travado. No Myriad, plataforma de mercados de previsão ligada à Decrypt, os usuários atribuem 65% de probabilidade de o ETH visitar US$ 1.500 antes de tocar US$ 3 mil. Outros analistas mapeiam gatilhos específicos para a próxima alta, mas reconhecem que a recuperação depende de fluxo institucional consistente. O relatório original do Standard Chartered foi distribuído a clientes nesta semana.

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Entusiasta de criptomoedas e tecnologia. Sempre explorando novas tecnologias inovadoras. Nos momentos livres, gosto de jogar e assistir futebol.