- Token aave dispara 15% intradiário e volta à zona de US$ 75,66
- Depósitos no Aave V4 saltam de US$ 60 mi para US$ 183,98 mi em 30 dias
- Oferta de stablecoins no protocolo sobe de US$ 7,07 bi para US$ 8,83 bi
O token aave voltou ao radar dos traders nesta segunda-feira. O ativo subiu 15% em poucas horas, deixou a zona de suporte de US$ 60 para trás e passou a ser negociado em US$ 75,75. O movimento aparece num momento raro em que o preço e os fundamentos do protocolo seguem na mesma direção.
Não é trivial. Em boa parte de 2026, o setor de DeFi viu rallys isolados de preço sem suporte de dados on-chain. Desta vez, depósitos e oferta de stablecoins acompanham a alta sinal de que parte do capital institucional voltou a alocar no maior protocolo de empréstimos descentralizados do mercado.
Depósitos na V4 quase triplicam em 30 dias
Os números da nova versão do protocolo chamam atenção. Os depósitos no Aave V4 saltaram de US$ 60 milhões para US$ 183,98 milhões em apenas 30 dias. Em janela maior, o salto é ainda mais expressivo, o valor partiu de uma mínima trimestral de US$ 3,45 milhões.
A versão antiga, Aave V3, segue dominando em termos absolutos. Os depósitos de usuários estão em US$ 24,27 bilhões, depois de tocar uma máxima trimestral de US$ 46,75 bilhões. A combinação mostra que o ecossistema cresce nas duas pontas usuários migrando para a nova arquitetura sem esvaziar a versão consolidada.
A leitura editorial é direta. Quando a TVL de um protocolo de empréstimos cresce em meio a volatilidade de mercado, o sinal costuma ser de retomada do apetite por rendimento. O movimento se conecta com o cenário mais amplo de fluxos institucionais que já discutimos no avanço da EigenCloud e outros protocolos da camada de restaking.
Oferta de stablecoins volta a US$ 8,83 bilhões
O segundo dado relevante vem do mercado de empréstimos. A oferta total de stablecoins depositadas no Aave chegou a tocar US$ 16,29 bilhões antes de cair com força no segundo trimestre. Desde o fim de abril, no entanto, o número se recuperou de US$ 7,07 bilhões para US$ 8,83 bilhões.
A rede Sonic também aparece no recorte. O APY de oferta de USDC no Aave implantado na Sonic Network está em 4,20%, a maior taxa entre todas as implementações em camada-1 do protocolo. Para investidores brasileiros que operam stablecoins, é um patamar que rivaliza com Tesouro Selic líquido sem o IOF e sem a alíquota de imposto sobre renda fixa, mas com o risco de contrato inteligente.
US$ 80 vira gatilho técnico para alvos de US$ 120 e US$ 170
A reação a partir de US$ 60 ganha peso adicional pelo histórico. A mesma região serviu como base para o rally que levou o ativo a romper máximas no fim de 2023. Agora, os traders monitoram o nível de US$ 80. Se essa faixa virar suporte, os alvos seguintes ficam em US$ 120 e US$ 170.
Enquanto isso não acontece, o ativo deve seguir consolidando dentro da faixa de US$ 60 a US$ 80 a mesma estrutura que vinha definindo a negociação nas últimas semanas. O cenário macro ajuda, o Bitcoin sobe 4% no dia e opera perto de US$ 66,8 mil, enquanto o Ethereum dispara 10,3% e volta a US$ 1.829, conforme dados de mercado.
Para o investidor brasileiro, o ponto de atenção fica na exposição via exchanges locais. Mercado Bitcoin, Foxbit e Bitypreneur listam o token, mas a liquidez ainda é limitada se comparada ao par AAVE/USDT na Binance. Em paralelo, a discussão regulatória sobre tokens de governança avança no Brasil a CVM ainda não classificou o AAVE como valor mobiliário, e a recente votação na Câmara sobre o Drex indica que o debate sobre DeFi entrará em pauta antes de 2027.