Diante da investida armamentista da Rússia contra a Ucrânia, os Estados Unidos impuseram diversas sanções econômicas contra o país liderado por Putin.
Uma das saídas para a Rússia será utilizar os criptoativos.
Alternativa às sanções econômicas
As primeiras sanções econômicas impostas pelos países, principalmente pelos Estados Unidos, não impediram a Rússia de atacar a Ucrânia.
Devido a isto o governo norte americano junto a demais países promulgaram novas sanções econômicas contra a Rússia.
Isto faz com que a Rússia não tenha acesso ao seu capital fora de seu país.
Entretanto, o mundo atual permite que a Rússia use alternativas que minimizem estas sanções, e o nome de uma destas alternativas é “criptoativo”.
Especialistas em economia estão dizendo que a Rússia já está procurando qualquer parceiro que possa fazer negociações já que as principais economias do mundo estão se fechando contra a Rússia.
E os especialistas estão estimando que o dinheiro que será transacionado entre a Rússia e seus aliados econômicos será os criptoativos.
Para a realização de negócios entre países os Governos usam bancos, e estes são subordinados ao FMI e ao Banco Mundial.
Uma das únicas alternativas à Rússia atualmente é usar criptoativos nestas transações, uma vez que estas são alheias ao sistema financeiro centralizado.
De acordo com o especialista econômico, Michael Park, “a Rússia teve muito tempo para pensar sobre essa consequência específica”, e já deve estar preparada para usar os criptoativos.
Park disse que a Rússia não seria tão ingênua ao ponto de não prever este cenário de sanções econômicas.
Até porque, além dos Estados Unidos e as nações aliadas poderem fazer estas sanções, hoje a moeda base para as trocas internacionais é o dólar americano.
O ponto que mais preocupa os especialistas econômicos é que a inteligência dos governos pode rastrear e bloquear qualquer atividade financeira suspeita que seja realizada por um banco, mas com os criptoativos isto se torna um pouco mais complicado.
Não há como barrar uma transação com uma criptomoeda descentralizada como bitcoin, por exemplo.
Até porque existem instituições financeiras de criptoativos que são centralizadas e passíveis de confisco dos países aliados contra a Rússia.
Mas é óbvio que a Rússia não faria isto através destas instituições.
Conforme publicou o The New York Times, “se os bancos são os olhos e ouvidos dos governos neste espaço, a explosão das moedas digitais os está cegando”.
Opinião
Imagine um grupo terrorista que utilize um automóvel de determinada marca num ataque terrorista com um carro-bomba.
Seria leviano culpar a empresa automobilística que construiu aquele carro que foi usado no ataque.
O pensamento é o mesmo quando se trata dos criptoativos sendo utilizados pela Rússia para se desvencilhar das sanções econômicas diante do absurdo que é promover uma guerra armada.
O que vivenciamos aqui é que os criptotivos não mensuram ou restringem o significado da palavra liberdade.
E num conceito irônico, a liberdade financeira que o criptoativo traz nesta situação é justamente para um país que não respeita a liberdade.
Ao mesmo tempo que os criptoativos certamente serão utilizados pela Rússia para resolverem em parte o problema das sanções econômicas que ela mesma causou a si ao atacar a Ucrânia, muitos ucranianos terão como alternativa ao caos que estão vivendo usarem criptoativos.
Tanto é fato que devido ao cancelamento do uso de dinheiro eletrônico pelo Banco Central ucraniano, o uso dos criptoativos “explodiu” na Ucrânia.
Em apenas dois dias o volume de transações com bitcoin na Ucrânia cresceu mais de 200%.
O fundamento principal do bitcoin é a liberdade.
É prover uma economia justa, que principalmente beneficiará os oprimidos, os refugiados, e os desbancarizados.
Mas ele exalta tanto a sua liberdade que até um país que não preza por ela poderá utilizá-lo.

