As empresas seguradoras estão evitando trabalhar com empresas de criptoativos diante do extremo risco inerente a este mercado.
Como assegurar uma empresa em um mercado tão variado, e embasado em ativos com tamanha volatilidade?
Diversas empresas de seguros estão se recusando a prestar serviços que envolvam políticas de proteção de ativos, de clientes ou usuários, diretores e executivos para o mercado criptográfico.
O motivo é a fraca regulamentação do mercado cripto e os preços demasiadamente voláteis dos criptoativos.
A recusa está voltada ao setor de Responsabilidade Civil de Diretores e Conselheiros (D&O), que é uma espécie de seguro de responsabilidade civil que cobre perdas e custos de defesa legal em caso de processos e ações contra a alta administração de empresas devido a erros não intencionais.
Tudo isso é devido ao estrago causado pelos colapsos do protocolo Terra Luna e da exchange FTX, ambas ocorridas este ano e que prejudicaram diversas outras empresas associadas.
A Relm, empresa de seguros cripto com sede nas Bermudas, era a seguradora que anteriormente fornecia cobertura de seguro para empresas relacionadas a FTX, e é uma das principais a abordar atitudes bastante radicais.
O cofundador da Relm, Joe Ziolkowski, disse que “se precisarmos incluir qualquer exclusão criptográfica ou restrição regulatória em uma apólice de seguro, simplesmente não vamos oferecer essa cobertura”.
Outra duas grande empresa de seguros, a Lloyd’s of London, está preocupada com possíveis problemas financeiras de empresas associadas a FTX, e estão exigindo divulgações e informações financeiras destas empresas.
As seguradoras estão tendo que oferecer amplas isenções de apólice para quaisquer reivindicações decorrentes do colapso de determinadas empresas criptos.
Na última semana a exchange Binance relatou outro problema com empresas que poderiam trabalhar junto às exchanges.
Trata-se do caso das empresas de auditoria e contabilidade financeira que estão se recusando a fornecer serviço às exchanges devido à dificuldade em se levantar corretamente os fundos apontados pelas exchanges.
A Binance foi deixada pela Mazars, e disse estar com problema agora em fornecer uma prova de reserva por não encontrar uma empresa de auditoria de renome para realizar o serviço.

