- Tokens DeFi caíram 67% em 2025; ativos ligados a smart contracts recuaram 66%.
- Analistas veem o movimento como ajuste de preços para padrões institucionais.
- ETFs de Bitcoin, Ethereum e Solana reforçam avanço do capital tradicional.
O mercado cripto passou por um forte ajuste em 2025, com quedas expressivas fora do Bitcoin.
Para analistas, porém, o movimento representou uma reprecificação necessária para a entrada gradual de capital institucional.
Queda dos altcoins refletiu maturação do mercado
Excluindo o Bitcoin, 2025 foi um ano de bear market para o setor, tokens de finanças descentralizadas caíram 67%. Já criptomoedas ligadas a blockchains de contratos inteligentes recuaram, em média, 66%.
Segundo Jamie Coutts, analista-chefe da Real Vision, o desempenho negativo representa uma reavaliação dos projetos mais sólidos.
“É uma reprecificação dos protocolos de maior qualidade, justamente quando começa a entrada institucional de longo prazo”, afirmou.
Além disso, investidores passaram a priorizar redes com adoção real, uso orgânico e geração de receita. Esse movimento reduziu o apetite por altcoins sem fundamentos claros.
Blockchains com receita ganham destaque institucional
Dados da Nansen mostram que a Solana liderou em taxas em 2025, com US$ 585 milhões. A Tron ficou logo atrás, com US$ 576 milhões. Esses números reforçam o foco em redes com atividade econômica consistente.

Segundo Nicolai Sondergaard, analista da Nansen, grandes investidores tendem a concentrar capital nos principais criptoativos.
Entretanto, o interesse não se limita ao mercado on-chain. ETFs de Solana seguem recebendo aportes, enquanto parte do capital migra de Bitcoin para Ether.
ETFs e regulação sinalizam novo ciclo em 2026
Apesar das quedas, instituições financeiras avançaram com produtos regulados. O Morgan Stanley protocolou ETFs de Bitcoin, Solana e Ethereum nos Estados Unidos, ampliando a exposição institucional ao setor.
Para Lacie Zhang, analista da Bitget Wallet, o excesso de alavancagem foi eliminado. Isso trouxe os preços para níveis compatíveis com padrões institucionais, além disso, o avanço regulatório reforça a confiança do mercado.
Já o estrategista Tom Lee, da Fundstrat, prevê um fundo mais sólido no primeiro trimestre de 2026, seguido por recuperação até o fim do ano.
O bear market de 2025, portanto, pode marcar uma transição, em vez de especulação excessiva, o setor caminha para um ciclo de acumulação sustentado, ancorado em adoção institucional e fundamentos mais robustos.

