Dificuldade do Bitcoin cai 10% e atinge menor nível em 11 meses

  • Dificuldade caiu 10,09% no bloco 953568 e foi a 124,93 trilhões
  • Hashrate recuou de 1.000 EH/s em maio para 893 EH/s nesta semana
  • Próximo ajuste sai em 28 de junho e pode reverter trajetória

A rede do Bitcoin passou pelo segundo maior corte de dificuldade do ano. No bloco 953568, processado em 13 de junho, o indicador recuou 10,09% e caiu para 124,93 trilhões. É o menor patamar desde 12 de julho de 2025 ou seja, o ponto mais baixo dos últimos 11 meses e dois dias.

O alívio chega depois de semanas de aperto sobre os mineradores. O hashprice, métrica que mede a receita diária por petahash por segundo, havia furado o piso de US$ 28 na semana passada. Com a recuperação parcial do preço do BTC, o indicador voltou para a casa dos US$ 32,51, segundo dados do Hashrate Index.

Hashrate cai de 1.000 para 893 exahashes

A correção da dificuldade respondeu a um movimento claro de retração no poder computacional. Entre o fim de abril e o início de maio, o hashrate da rede operava confortavelmente acima dos 1.000 EH/s. Nesta semana, o número desabou para cerca de 893 EH/s.

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O resultado prático apareceu no ritmo dos blocos. Pelas duas últimas semanas, o intervalo médio entre blocos extrapolou os 11 minutos, bem acima do alvo de 10 minutos definido pelo protocolo. Após o ajuste de sexta-feira, a rede já começou a se reequilibrar: nas últimas 24 horas, o tempo médio caiu para 10 minutos e 37 segundos.

O recuo do hashrate combina dois fatores. Primeiro, o aperto de margem nos mineradores, que vêm operando perto do custo de produção desde abril. Segundo, o desligamento sazonal de fazendas no Texas e no Cazaquistão diante do aumento do preço da energia no verão do hemisfério norte.

Sete ajustes negativos em 12 épocas de 2026

O movimento confirma um padrão que se desenha ao longo de 2026. Das 12 épocas de dificuldade fechadas até agora, sete terminaram com ajuste negativo e apenas cinco com alta. O pico anual ficou em 146,47 trilhões, registrado em 8 de janeiro, ante os atuais 124,93 trilhões — uma compressão de aproximadamente 21,54 trilhões em pouco mais de cinco meses.

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A maior queda do ano aconteceu em 7 de fevereiro, quando a dificuldade despencou 11,16%. O detalhe é que, na época seguinte, em 19 de fevereiro, o indicador deu um salto de 14,73%, formando o ciclo de ajustes consecutivos mais volátil de 2026. O episódio mostra que cortes profundos podem ser rapidamente revertidos quando o hashrate retoma fôlego.

Mineradores brasileiros ganham fôlego com BTC em R$ 330 mil

Para o investidor brasileiro, o ajuste tem leitura dupla. Cotado a US$ 64.731, ou cerca de R$ 330.600, o Bitcoin combina margem mais larga para mineradores com pressão menor de venda forçada historicamente, mineradores em aperto despejam BTC no mercado para cobrir custos operacionais. Com hashprice voltando para US$ 32, esse fluxo tende a diminuir.

O cenário também explica por que análises recentes apontam o Bitcoin como tecnicamente atraente após a correção. O Standard Chartered chegou a cravar fundo em US$ 59 mil no início do mês, leitura compatível com a tese de que a capitulação dos mineradores estaria perto do esgotamento. No Brasil, fazendas operadas por empresas como Atlas e Hashrate Mining seguem ativas, mas o setor doméstico ainda representa fração marginal do hashrate global.

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Próximo ajuste em 28 de junho mira retomada”

Pouco menos de 100 blocos foram minerados desde a entrada em vigor do novo parâmetro. A próxima recalibragem está projetada para 28 de junho. Se o hashprice continuar avançando e o intervalo entre blocos seguir convergindo para os 10 minutos, o mercado pode ver o primeiro ajuste positivo relevante em mais de um mês. Caso contrário, o piso atual pode se tornar apenas o degrau inicial de uma contração mais ampla cenário que tende a acelerar a saída de mineradores menos eficientes da rede.

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Entusiasta de criptomoedas e tecnologia. Sempre explorando novas tecnologias inovadoras. Nos momentos livres, gosto de jogar e assistir futebol.
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