Bitcoin sai do top 10 de ativos globais e cai para 13º lugar

  • Bitcoin cai para 13º lugar no ranking global de ativos por valor de mercado
  • Cripto recua quase 17% no ano e fica atrás de Tesla e Meta
  • Prata sobe ao 5º lugar e ultrapassa o BTC em capitalização

O Bitcoin perdeu seu lugar entre as dez maiores capitalizações de mercado do planeta. A criptomoeda agora ocupa a 13ª posição no ranking global de ativos, com valor de mercado de US$ 1,457 trilhão, segundo dados do Companies Market Cap. A perda de status reflete uma queda acumulada de quase 17% no ano, pressionada por saídas institucionais e tensões geopolíticas.

No momento da publicação, o BTC era negociado a US$ 72.786 — cerca de R$ 367.655 na cotação atual. A faixa entre US$ 72 mil e US$ 73 mil aparece como próximo suporte técnico relevante. Para escorregar mais uma posição e cair ao 14º lugar, bastaria uma desvalorização adicional de 10%, equivalente a US$ 147 bilhões evaporados do market cap.

Tesla e Meta passam na frente do Bitcoin

O recuo coloca a criptomoeda atrás de gigantes corporativas que o próprio mercado cripto costumava deixar para trás. A Tesla (TSLA), com US$ 1,64 trilhão, e a Meta (META), com US$ 1,59 trilhão, agora valem mais que o ativo digital. Acima delas, o ranking é dominado por ouro, Nvidia (US$ 5,16 trilhões), Alphabet (US$ 4,62 trilhões) e Apple (US$ 4,56 trilhões).

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A inversão é simbólica. Durante o rali de 2024 e início de 2025, analistas defendiam que o Bitcoin disputaria espaço com o ouro como reserva global de valor. O cenário atual mostra outra realidade: enquanto metais preciosos seguem firmes, o BTC perdeu tração contra praticamente todas as classes concorrentes. A prata, que vinha em recuperação histórica, ultrapassou a criptomoeda e agora ocupa o 5º lugar entre os maiores ativos globais, com valor de mercado de US$ 4,15 trilhões.

Ouro, prata e IA tomam o protagonismo

O ano de 2026 reescreveu a hierarquia de prioridades dos grandes alocadores. O ouro chegou a marcar US$ 5.600 por onça em janeiro antes de recuar para perto de US$ 4.451. A prata bateu US$ 120 por onça no pico e hoje opera ao redor de US$ 73. Projeções de bancos e gestoras independentes apontam que metais preciosos ainda têm espaço para uma nova pernada, com cenários que colocam o ouro em US$ 7.000.

O outro pilar do desempenho global é o ciclo de inteligência artificial. Ações de semicondutores entregaram retorno muito superior ao das criptomoedas em 2026, drenando parte do capital especulativo que antes irrigava o setor digital. O CEO da Nvidia, Jensen Huang, segue defendendo expansão ainda maior nos próximos anos, o que mantém o fluxo institucional voltado ao tema.

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O que muda para o investidor brasileiro

Para quem opera no Brasil, a queda do BTC ao 13º lugar não é apenas estatística. Ela influencia diretamente o discurso de gestoras locais que vendem cripto como hedge alternativo. Com a moeda americana cotada a R$ 5,05, o Bitcoin convertido em reais sofre menos do que a queda em dólar sugere, mas ainda assim acumula perdas relevantes em 2026 — fato que pressiona ETFs listados na B3 e fundos multimercado com exposição direta ao ativo.

A leitura do mercado também passa por comportamento de varejo e institucionais, que tem mostrado divergência clara nas últimas semanas. Enquanto investidores pessoa física aceleram a saída, alguns players corporativos seguem acumulando, como mostram compras recentes de tesourarias menores. Outro fator local pesa: a recente leitura do PCE americano em 3,8% reduziu a aposta de cortes rápidos de juros pelo Fed, retirando combustível adicional de ativos de risco — incluindo cripto.

Para o BTC voltar ao top 10 e ultrapassar nomes como Saudi Aramco ou Berkshire Hathaway, seria preciso recuperar mais de 20% em capitalização. Em termos de preço unitário, isso significaria reconquistar a faixa próxima a US$ 88 mil, distância considerável diante do momento técnico atual e do humor macro do mercado.

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Jornalista, assessor de comunicação e escritor. Escreve também sobre cinema, séries, quadrinhos, já publicou dois livros independentes e tem buscado aprender mais sobre criptomoedas, o suficiente para poder compartilhar o conhecimento.
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