- Previsões indicam possível queda do Bitcoin para US$ 30 mil
- Sinais on-chain reforçam risco de mínima entre 2026
- Reservas em alta nas exchanges aumentam pressão vendedora
Os analistas retomaram o debate sobre o rumo do Bitcoin, e muitos agora enxergam espaço concreto para quedas mais profundas até o fim de 2026. Além disso, o clima ficou ainda mais tenso após o ativo perder força mais uma vez na sexta-feira.
O BTC recuou 5,5% em relação à máxima recente de US$ 70.000 e tocou US$ 65.950, movimento que reforçou a pressão constante dos vendedores. Assim, o mercado voltou a discutir se a criptomoeda terá fôlego para evitar uma correção mais severa.

Analistas projetam ciclo mais longo e quedas mais severas
Vários especialistas afirmam que o Bitcoin pode cair ainda mais, possivelmente para a faixa entre US$ 30.000 e US$ 45.000 no último trimestre de 2026. Eles apontam que as estruturas históricas do mercado indicam que os ciclos de baixa duram mais tempo do que muitos investidores imaginam.
A CryptoQuant também destacou que “os fundos levam tempo para se formar”. A empresa observou que os ciclos anteriores mostram mínimas entre junho e dezembro, especialmente após eventos de halving. Ela apontou setembro a novembro de 2026 como o período mais provável para o fundo.
Sinais on-chain reforçam cenário negativo para os próximos meses
O analista Batman citou dados históricos que mostram quedas expressivas 365 e 396 dias após o pico do mercado. Ele lembrou que o Bitcoin atingiu sua máxima acima de US$ 126.000 em outubro de 2025. Assim, ele projetou possíveis mínimas entre outubro e novembro de 2026 e disse que o preço obtido nesse ponto pode representar “uma compra imperdível”.
Além disso, métricas como a “oferta em lucro” recuaram para níveis vistos no mercado de baixa de 2022. Naquele ano, a fase mais intensa durou seis meses. Quando os analistas sobrepõem o movimento atual ao daquele período, as curvas mostram queda semelhante, entre -70% e -75%, o que aponta para valores entre US$ 31.500 e US$ 38.000 nos próximos meses.

Outro dado que preocupa envolve o custo base real de longo prazo, rompido recentemente em US$ 65.700. Esse indicador funciona como referência psicológica, e a perda desse suporte costuma elevar o risco de capitulação.
Dados da CryptoQuant também mostram que as reservas de Bitcoin nas exchanges cresceram para 2,752 milhões de BTC, alta de 1% desde janeiro. Esse movimento revela pressão de venda, já que o aumento da oferta nas corretoras indica intenção de distribuição.

Ainda mais, o analista Axel Adler Jr. reforçou que a tendência só muda quando as reservas caem de forma consistente. Ele afirmou que o gatilho de reversão depende de um retorno abaixo de 2,723 milhões de BTC. Até lá, “a pressão estrutural de venda permanecerá intacta”.




