- Baleias acumulam 10.000 BTC em 72 horas
- Mercado pode testar resistência em US$ 70 mil
- Suporte estrutural mantém tendência de alta
O Bitcoin volta ao radar do mercado após um movimento relevante de grandes investidores nos últimos dias. Mesmo em fase de consolidação, a principal criptomoeda registrou uma forte acumulação de 10.000 BTC em apenas 72 horas, reacendendo expectativas de alta.
Esse movimento foi identificado por dados on-chain da Santiment e divulgado pelo analista Ali Martinez, que acompanha o comportamento de grandes carteiras. Ao mesmo tempo, o preço segue pressionado abaixo de um nível decisivo. O Bitcoin está negociado em US$ 66.730.

Ainda assim, a movimentação das baleias chama atenção. A compra recente representa mais de US$ 660 milhões (aproximadamente R$ 3,3 bilhões) injetados no mercado, o que costuma indicar posicionamento estratégico.
Acumulação de baleias reforça cenário de alta
Historicamente, períodos de forte acumulação por grandes investidores costumam anteceder movimentos de valorização. Isso acontece porque a redução da oferta disponível pressiona os preços para cima.
Nesse contexto, a leitura atual do mercado sugere que grandes players enxergam a faixa atual como atrativa. Ou seja, o nível abaixo de US$ 70 mil pode estar sendo tratado como zona de compra.
Além disso, análises recentes apontam que o comportamento das baleias pode sustentar uma recuperação no curto prazo. O fluxo de capital reforça a percepção de confiança institucional.
De acordo com projeções baseadas em modelos analíticos, o cenário mais otimista indica que o Bitcoin pode avançar novamente para a faixa entre US$ 68.000 e US$ 70.000.
Caso o ativo consiga romper essa região, considerada uma forte resistência, o próximo alvo técnico pode se estender até US$ 72.000, ampliando o potencial de valorização.
Por outro lado, o mercado ainda pode passar por um período de ajuste. Nesse cenário, o Bitcoin pode oscilar lateralmente entre US$ 65.000 e US$ 68.000, enquanto absorve a recente pressão compradora.
Suporte estrutural mantém tendência positiva
Mesmo com a incerteza de curto prazo, indicadores estruturais reforçam a saúde do mercado. Um dos principais destaques vem da métrica CVDD (Cumulative Value Days Destroyed).
Segundo análise de Ali Martinez, o chamado “suporte final” do Bitcoin está em torno de US$ 47.960 (cerca de R$ 239 mil), nível historicamente associado a fundos de ciclo.
Esse indicador acompanha o movimento de moedas antigas, ajudando a identificar zonas onde investidores de longo prazo redefinem suas bases de custo.
Atualmente, o Bitcoin permanece bem acima desse nível, o que indica que os holders continuam no controle do mercado. Isso reduz a probabilidade de quedas mais profundas.
Além disso, sempre que o preço se aproxima dessa faixa, o mercado costuma reagir com forte entrada de capital. Isso reforça a ideia de suporte sólido no longo prazo.
No entanto, riscos ainda existem. Caso o preço caia mesmo com a acumulação, isso pode indicar influência de fatores externos, como cenário macroeconômico ou pressão no mercado de derivativos.
Entre os principais suportes de curto prazo, analistas destacam as regiões de US$ 64.000 e US$ 62.000, que podem funcionar como pontos de defesa em caso de correção.
De forma geral, o cenário permanece construtivo. Enquanto o Bitcoin se mantiver acima de níveis críticos, a tendência mais ampla continua sendo de alta.

