BlackRock compra US$ 343 milhões em criptomoedas

  • IBIT registrou US$ 291,9 milhões em entradas líquidas na semana encerrada em 10 de julho
  • ETHA e ETHB somaram US$ 51 milhões em captação combinada no mesmo período
  • Bitcoin atraiu mais de cinco vezes o volume alocado nos produtos de Ethereum

A BlackRock voltou a operar como principal termômetro da demanda institucional por cripto nos Estados Unidos. Na semana encerrada em 10 de julho, os ETFs à vista da gestora captaram cerca de US$ 343 milhões em Bitcoin e Ethereum somados, revertendo o tom pessimista que dominou maio e junho.

O IBIT, fundo de Bitcoin da casa, respondeu pela fatia dominante: US$ 291,9 milhões em entradas líquidas ao longo de cinco pregões. Além disso, os produtos de Ethereum ETHA e ETHB, juntos, captaram US$ 51 milhões. A leitura é clara — o dinheiro voltou, mas ainda escolhe onde parar.

IBIT lidera com pico em 6 de julho

BlackRock

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Assim, o melhor dia do fundo de Bitcoin foi 6 de julho, quando o IBIT sozinho absorveu US$ 209,4 milhões. No dia 10, outros US$ 86,8 milhões entraram no produto. O pregão de 7 de julho contribuiu com mais US$ 54,8 milhões, formando a base da recuperação semanal.

Houve um tropeço no meio do caminho. Em 8 de julho, o IBIT registrou US$ 59,1 milhões em saques líquidos — o único dia negativo da série. O saldo, ainda assim, ficou amplamente positivo. O movimento coincidiu com a tentativa do Bitcoin de recuperar o patamar de US$ 65 mil, algo que segue em disputa: no momento, o ativo é negociado a US$ 64.004 (aproximadamente R$ 327.604), com leve queda de 0,2% em 24 horas.

ETHA recupera terreno após saques

Assim, do lado do Ethereum, a fotografia é semelhante em direção, embora em escala menor. O ETHA atraiu US$ 23,3 milhões em 6 de julho, US$ 26,9 milhões no dia seguinte e US$ 16,2 milhões em 10 de julho. O ponto fraco veio em 9 de julho, quando ETHA e ETHB combinaram US$ 15,4 milhões em saídas.

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Mesmo com o soluço, o saldo semanal de US$ 51 milhões mostra que o apetite institucional pelo ETH — hoje cotado a US$ 1.806,81 (cerca de R$ 9.248) — não evaporou. O que chama atenção é a proporção: o Bitcoin capturou mais de cinco vezes o volume direcionado ao Ethereum. A disparidade reforça o papel do BTC como principal porta de entrada institucional em cripto, com o ETH ainda tentando encurtar essa distância. Os dados de fluxo consolidados podem ser conferidos no painel público da Coinglass.

Junho fechou com saques de até US$ 5 bilhões

Assim, o contraste com o trimestre anterior é o que dá peso ao número da semana. Maio e junho de 2026 foram meses de sangramento nos ETFs de Bitcoin à vista nos EUA. Só em junho, os resgates líquidos totalizaram entre US$ 4 bilhões e US$ 5 bilhões, refletindo juros altos, incerteza macroeconômica e tensões geopolíticas. Nesse período, o Bitcoin oscilou entre US$ 62 mil e US$ 65 mil, sem gatilho claro para reverter o fluxo.

Julho abre com sinal diferente. Analistas leem a captação como possível reengajamento institucional, mas alertam para a sensibilidade dos fluxos à política do Federal Reserve e a dados macro. Uma decisão do FOMC na direção contrária pode reverter a tendência em dias.

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Sou jornalista com mais de 20 anos de trajetória, dedicando a última década exclusivamente ao mercado de criptomoedas e ativos digitais. Minha formação acadêmica inclui o bacharelado em Jornalismo pela FACCAMP e uma pós-graduação em Globalização e Cultura, o que me permite analisar o ecossistema cripto sob uma ótica macroeconômica e social. Ao longo da minha carreira, tive o privilégio de entrevistar figuras centrais da história contemporânea e da tecnologia, como Adam Back, Bill Clinton e Henrique Meirelles. Além da atuação na linha de frente da informação, acompanhei de perto as discussões que moldam o sistema financeiro global em fóruns multilaterais de alto nível, como o G20 e o FMI. Decidi migrar do setor público para o mercado de blockchain por convicção: acredito no potencial técnico e disruptivo dessa tecnologia para redesenhar o futuro da economia digital. Hoje, utilizo minha experiência para traduzir a complexidade deste mercado com rigor jornalístico e visão estratégica.