Oito criptos concentram US$ 1,71 trilhões e ditam rumo do mercado

  • Top 8 criptos somam US$ 1,71 trilhão de um mercado total de US$ 2,17 trilhões
  • Bitcoin responde por 57,8% e Ethereum por 9,8% da capitalização global
  • SOL, TRX, HYPE e ETH resistiram aos mínimos de junho enquanto BTC perdeu suporte

O mercado cripto gosta de se apresentar como descentralizado, mas os números contam outra história. Quando as bluechips se movem, o resto do setor tende a seguir o mesmo compasso e os dados recentes reforçam essa concentração de influência.

Levantamento com base no CoinMarketCap mostra que os oito maiores criptoativos por capitalização, BTC, ETH, XRP, BNB, SOL, DOGE, TRX e HYPE somam cerca de US$ 1,71 trilhão. O mercado global de criptomoedas está próximo de US$ 2,17 trilhões, o que coloca esse grupo respondendo por aproximadamente 79% do valor total.

BTC sobe 9% e arrasta o complexo bluechip

Os primeiros dias de julho mudaram o tom. O Bitcoin avançou cerca de 9% em quatro pregões e negocia agora em US$ 63.185 (aproximadamente R$ 328.945), com alta de 1,2% nas últimas 24 horas. O movimento começou a se espalhar para o restante das bluechips.

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Se o rali persistir, o próximo alvo natural do BTC é a região de US$ 67.050, topo de meados de junho. No mesmo raciocínio, o DOGE pode mirar US$ 0,091, o BNB US$ 630 e o XRP US$ 1,30. O SOL já opera acima do pico anterior cotado em US$ 81 e tem espaço técnico para buscar US$ 98. O ETH, atualmente em US$ 1.780 com valorização de 1,8% no dia, pode caminhar em direção a US$ 2.395.

O dado que reforça o cenário vem da atividade on-chain. Desde meados de junho, o número de endereços ativos em 24 horas subiu em várias dessas redes. Preço avançando com participação real de usuários é a combinação que costuma sustentar rali em bluechip diferente de movimentos puxados apenas por alavancagem em derivativos.

Concentração pesa mais em exchanges brasileiras

Para quem opera no Brasil, o dado de concentração tem impacto direto. Mercado Bitcoin, Foxbit e Bitso listam dezenas de altcoins, mas o volume real segue puxado por BTC, ETH, SOL e XRP as mesmas moedas que dominam a capitalização global. Em ciclos de correção, isso significa que a liquidez em pares como BRL/altcoin costuma secar antes, ampliando spreads.

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Vale observar também que a CVM mantém regime de sandbox para ativos tokenizados e o Banco Central avança com a regulação de VASPs prevista para entrar em vigor ainda em 2026. Nesse ambiente, exposição concentrada nas maiores capitalizações tende a ser tratada como menos arriscada sob a ótica regulatória local.

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Entusiasta de criptomoedas e tecnologia. Sempre explorando novas tecnologias inovadoras. Nos momentos livres, gosto de jogar e assistir futebol.