- Carteiras da Libra migram milhões para Solana durante investigações
- Compras de SOL seguem fortes apesar do caos jurídico
- Movimentações revelam nova estratégia após colapso da memecoin
As movimentações envolvendo o token Libra (LIBRA) continuam a surpreender o mercado cripto. Mesmo após o congelamento de ativos e as investigações por fraude, as carteiras associadas ao projeto seguem ativas. Elas agora arrecadam quase US$ 4 milhões e direcionam esse valor para uma aposta ousada na Solana, uma das altcoins mais fortes do ano.
Enquanto muitos usuários ainda tentam entender o colapso da memecoin, os endereços ligados ao token intensificam sua exposição em SOL. Essa migração ocorre em meio a uma forte correção do mercado, mas as compras chamam atenção por causa do volume e da velocidade.
Aposta em Solana cresce apesar das investigações
Os dados mostram que as carteiras, rotuladas pela Nansen como “Libra Deployer” e “Libra: Wallet”, retiraram liquidez da Libra e imediatamente compraram US$ 61,5 milhões em Solana a um preço médio de US$ 135. A plataforma Onchain Lens confirmou que dois endereços executaram as movimentações durante a madrugada, pouco depois de novos rumores sobre o caso ganharem força.
As compras ocorreram mesmo com a situação jurídica ainda instável. No centro da investigação está Hayden Davis, criador da Libra e também responsável por outras memecoins controversas. O advogado argentino Gregorio Dalbon pediu à Interpol um alerta vermelho contra Davis. Ele afirma que o desenvolvedor representa um risco concreto, já que poderia usar seus recursos para fugir dos Estados Unidos.
Apesar disso, as carteiras continuam ativas. Antes do saque de quase US$ 4 milhões, a Libra Deployer ainda carregava mais de US$ 13 milhões em USDC. Já a Libra Wallet “61yKS” mantinha cerca de US$ 44 milhões também em USDC. Todo esse montante virou alvo de conversão para Solana durante a operação mais recente.

Juíza descongela fundos e caso ganha novo fôlego
A complexidade aumentou depois que a juíza americana Jennifer Rochon decidiu descongelar US$ 57,6 milhões em USDC no fim de agosto. Ela entendeu que não havia dano irreparável, já que os valores permanecem acessíveis para possíveis reembolsos. A decisão ocorreu meses após a mesma magistrada bloquear os fundos em uma ação coletiva contra a venture capital Kelsier Ventures e os três irmãos Davis.
Esses acontecimentos intensificam o debate sobre a estratégia das carteiras associadas ao projeto. Durante o colapso da Libra, oito carteiras internas sacaram US$ 107 milhões em liquidez, gerando uma queda brusca que eliminou US$ 4 bilhões em valor de mercado em poucas horas.
Mesmo assim, os movimentos atuais mostram um comportamento diferente. As carteiras abandonam memecoins e agora buscam altcoins com maior liquidez e mais credibilidade. A opção pela Solana, portanto, indica uma tentativa de reconstrução de posição durante a correção.
O mercado agora aguarda os próximos passos. As investigações seguem abertas, os saques continuam surgindo e a exposição em Solana aumenta. Tudo isso reforça que as carteiras ligadas à Libra ainda influenciam a narrativa e continuam movimentando valores expressivos, mesmo sob forte pressão jurídica.

