- Instituições sustentam alta e reduzem volatilidade do Bitcoin
- Bernstein projeta Bitcoin a US$ 150 mil
- ETFs reforçam confiança e seguram pressão de venda
O Bitcoin (BTC) volta ao centro das atenções globais e reacende o debate sobre um novo ciclo de alta. Dessa vez, o impulso vem de Wall Street.
A Bernstein, que administra cerca de US$ 880 bilhões em ativos, afirmou que o ativo pode já ter atingido o fundo recente. Além disso, a casa elevou suas projeções e colocou um novo alvo no radar, US$ 150 mil até 2026.
Enquanto isso, o mercado observa sinais claros de mudança. A recente correção não afastou investidores institucionais. Pelo contrário, reforçou a tese de acumulação. Assim, o cenário começa a indicar uma possível virada estrutural no comportamento do BTC.
Nos últimos 30 dias, o ativo subiu cerca de 4%, adicionando mais de US$ 2.700 ao preço. Atualmente, o Bitcoin está negociado em US$ 69 mil, sustentado por demanda consistente e fluxo institucional contínuo.

Demanda institucional redefine o ciclo do Bitcoin
Segundo os analistas liderados por Gautam Chhugani, o ciclo atual rompe padrões históricos. Diferente do passado, o mercado não depende apenas do varejo. Agora, instituições dominam o fluxo de capital.
Além disso, a Bernstein destacou que a queda recente, próxima de 30%, não provocou fuga relevante de capital. As saídas em ETFs ficaram abaixo de 5%, o que reforça a resiliência do mercado.
Esse comportamento marca uma mudança importante. Em ciclos anteriores, quedas dessa magnitude geravam pânico. Hoje, no entanto, investidores institucionais absorvem a pressão de venda.
Ao mesmo tempo, empresas como a Strategy Inc. e gestores de ETFs seguem ampliando posições. Isso cria uma base mais sólida para o preço e reduz a volatilidade estrutural.
Dessa forma, o Bitcoin passa a operar em um ambiente mais previsível. A presença institucional reduz extremos e favorece tendências mais longas e sustentáveis.
Projeções ambiciosas colocam US$ 150 mil no radar
A Bernstein não apenas revisou suas estimativas, como também ampliou o horizonte de crescimento. Para 2026, a casa projeta Bitcoin a US$ 150 mil.
Além disso, os analistas indicam que o pico do ciclo pode ocorrer em 2027, com o ativo alcançando US$ 200 mil. Já no longo prazo, a projeção chega a US$ 1 milhão até 2033.
Para atingir US$ 150 mil, o Bitcoin precisaria mais que dobrar de valor. Isso levaria sua capitalização de mercado para cerca de US$ 3 trilhões.
Hoje, o BTC possui valor de mercado próximo de US$ 1,39 trilhão. O volume médio diário gira em torno de US$ 35,8 bilhões, indicando forte liquidez global.
Mesmo com o desafio, o cenário não parece improvável. A entrada contínua de capital institucional pode acelerar esse movimento.
Além disso, fatores macroeconômicos seguem no radar. Juros, inflação e liquidez global continuam influenciando o comportamento do ativo.
Por fim, a análise da Bernstein reforça uma mudança estrutural. O Bitcoin deixa de ser apenas um ativo especulativo. Cada vez mais, ele se consolida como reserva estratégica dentro de grandes portfólios, ao mesmo tempo em que impulsiona o interesse pelas criptomoedas promissoras no mercado.


