- ETFs retomam entradas após dias de saída
- BlackRock lidera com maior fluxo desde março
- Institucionais mantêm visão de longo prazo
Os investidores voltaram a direcionar capital para o Bitcoin por meio de produtos regulados. Na quinta-feira, o ETF da BlackRock liderou o movimento com forte entrada.
O iShares Bitcoin Trust (IBIT) registrou US$ 269,3 milhões em um único dia, marcando o melhor desempenho desde o início de março.
Esse fluxo encerrou dois dias seguidos de saídas e sinalizou uma retomada clara do apetite institucional por ativos digitais.
Ao mesmo tempo, o mercado observou uma recuperação no interesse, mesmo com o Bitcoin negociado em US$ 72.110.

Fluxo institucional ganha força e impulsiona ETFs
Os dados mostram que os ETFs de Bitcoin nos Estados Unidos registraram uma entrada líquida de US$ 358,1 milhões no dia.
Além da BlackRock, outros grandes players também atraíram capital relevante. O Fidelity Wise Origin Bitcoin Fund (FBTC) captou US$ 53,3 milhões.
Já o Morgan Stanley Bitcoin Trust (MSBT) somou US$ 14,9 milhões, em apenas seu segundo dia de negociação.
Além disso, produtos da Bitwise e da ARK 21Shares registraram entradas de US$ 11,7 milhões e US$ 4,8 milhões, respectivamente.
Enquanto isso, fundos da Franklin Templeton e da VanEck adicionaram cerca de US$ 2 milhões combinados.

Esse conjunto de aportes reforça que o interesse institucional permanece ativo, mesmo em um cenário de volatilidade no mercado cripto.
Os fluxos para ETFs seguem como um dos principais indicadores da demanda real por Bitcoin, especialmente entre investidores institucionais.
Blackrock lidera enquanto investidores mantêm visão de longo prazo
O desempenho do IBIT ao longo de 2026 reforça sua posição dominante. O fundo já acumula US$ 1,5 bilhão em entradas líquidas no ano.
Segundo Robert Mitchnick, chefe de ativos digitais da BlackRock, o perfil dos investidores permanece consistente.
“Os investidores são predominantemente de longo prazo, com foco em compra e retenção”, afirmou o executivo anteriormente.
Essa estratégia ajuda a reduzir o impacto de vendas pontuais e sustenta a base de demanda do ativo. No mesmo sentido, o Morgan Stanley também reforçou sua aposta no setor com novos produtos.
Amy Oldenburg destacou que o MSBT foi o ETF mais bem-sucedido já lançado pelo banco.
“Este é apenas o início de uma expansão maior em gestão de ativos digitais”, afirmou em entrevista recente.
Além disso, o banco já solicitou autorização para lançar um ETF de Ether com staking, ampliando sua presença no mercado. Com o fluxo mais recente, os ETFs de Bitcoin nos EUA estão próximos de recuperar totalmente o saldo positivo do ano.
Atualmente, o acumulado está em US$ 56,51 bilhões, apenas US$ 80 milhões abaixo do nível registrado no início de 2026. Esse movimento indica que, apesar das oscilações, o capital institucional segue retornando ao mercado.
Assim, os ETFs continuam funcionando como ponte entre o sistema financeiro tradicional e o universo das criptomoedas.

