IBIT puxa US$ 90 milhões e ETFs de Bitcoin fecham 1ª semana verde desde maio

  • IBIT absorve US$ 86,83 milhões dos US$ 90,44 milhões que entraram nos ETFs de BTC
  • ETFs de Ether captam US$ 18,43 milhões e reforçam apetite institucional por cripto
  • Fluxo acumulado desde janeiro de 2024 chega perto de US$ 51,3 bilhões

Os ETFs à vista de Bitcoin nos Estados Unidos encerraram a sexta-feira, 10 de julho, com US$ 90,44 milhões em entradas líquidas combinadas. O número parece modesto diante do histórico dos produtos, mas carrega peso simbólico, foi a primeira semana positiva do segmento desde maio, após um junho marcado pelo maior resgate mensal da série.

O protagonismo ficou com a BlackRock. O IBIT sozinho puxou US$ 86,83 milhões, o equivalente a 96% de todo o fluxo do dia. A VanEck apareceu em segundo, com US$ 3,61 milhões aportados no fundo HODL. Os demais emissores ficaram no zero a zero, um recado direto sobre a concentração crescente do mercado nas mãos de poucos veículos.

Ether acompanha e quebra narrativa de rally só de BTC

Do lado do Ethereum, os ETFs à vista somaram US$ 18,43 milhões no mesmo pregão, com liderança do ETHA da BlackRock e do FETH da Fidelity. O detalhe importa, analistas de fluxo tendem a ler entradas simultâneas em BTC e ETH como reengajamento com a classe cripto como um todo, e não como uma pontada isolada em Bitcoin.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

A semana, porém, foi acidentada. Na segunda-feira, 6, os fundos de Bitcoin haviam captado US$ 265,69 milhões, com IBIT respondendo por US$ 209,40 milhões. Terça registrou saída de US$ 84,9 milhões, e quarta piorou, com US$ 95,30 milhões saindo do BTC e US$ 52,08 milhões deixando os produtos de ETH, interrompendo uma sequência de cinco dias positivos do éter. A virada de sexta jogou o saldo semanal de volta ao verde.

Enquanto isso, o Bitcoin é negociado em US$ 64.180, alta de 0,3% em 24 horas, o que equivale a cerca de R$ 328 mil na cotação em reais. O Ethereum opera em US$ 1.819, com ganho de 1,5% no dia. Mercado cripto soma US$ 2,28 trilhões, distante do pico de 2025, quando Bitcoin alcançou aproximadamente US$ 126 mil.

Junho perdeu US$ 4 bilhões e deixou cicatriz

O mês passado tirou algo em torno de US$ 4 bilhões dos ETFs à vista de Bitcoin nos EUA, o maior saque mensal desde o lançamento dos produtos em janeiro de 2024. Uma sequência de dez pregões consecutivos no vermelho drenou US$ 2,73 bilhões, interrompida no início de julho por um retorno de US$ 222 milhões liderado pelo FBTC da Fidelity. Mesmo depois do sangramento, o acumulado desde o debut segue perto de US$ 51,3 bilhões. Números publicados pela SoSoValue ajudam a acompanhar a dinâmica dia a dia.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE
Dados de ETFs spot dos EUA para a semana que terminou em 10 de julho, segundo a Sosovalue.

Para o investidor brasileiro, o dado carrega leitura prática. ETFs americanos viraram termômetro do apetite institucional e antecipam movimentos em BDRs cripto da B3 e fundos locais. Uma segunda semana consecutiva no azul reforçaria a tese de que junho marcou o fundo do humor institucional. Sem confirmação, o mercado tende a tratar a recuperação como respiro técnico, não como retomada de tendência.

IBIT concentra poder e vira referência de preço

A concentração no IBIT também merece atenção. Quando um único produto concentra quase todo fluxo diário, seus investidores passam a influenciar desproporcionalmente o preço à vista. É um contraste com o começo de 2024, quando FBTC, ARKB e BITB dividiam as captações de forma mais equilibrada. Para acompanhar a rotação recente entre os emissores, vale revisar como o IBIT absorveu US$ 250 milhões via Coinbase Prime em outra janela de compras agressivas neste ano.

A próxima leitura de fluxo chega na segunda-feira e vai dizer se o ensaio de recuperação vira passada firme. Traders que operam alavancado, no Brasil e fora, também miram o CPI de junho como gatilho paralelo, já que a leitura de inflação nos EUA tende a mexer com a exposição de institucionais aos ETFs cripto.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE
Compartilhe este artigo
Entusiasta de criptomoedas e tecnologia. Sempre explorando novas tecnologias inovadoras. Nos momentos livres, gosto de jogar e assistir futebol.
Sair da versão mobile