ETH/BTC sobe 5% no Q3 e testa tese de Tom Lee no CLARITY Act

  • Par ETH/BTC abre o terceiro trimestre com alta próxima de 5%
  • BitMine soma 5,74 milhões de ETH e cita CLARITY Act como catalisador
  • TVL do Ethereum segue abaixo de US$ 40 bilhões e limita tese de alta

A aposta de Tom Lee no ethereum começou o terceiro trimestre com o vento a favor, mas o cenário está longe de confortável. O par ETH/BTC subiu quase 5% nos primeiros dias de julho, encerrando uma sequência de três trimestres seguidos de queda relativa contra o Bitcoin.

O movimento vem sendo puxado por uma reconfiguração de tesourarias corporativas. A BitMine Immersion, presidida por Lee, adicionou mais 42.197 ETH ao seu balanço, elevando a posição total para acima de 5,74 milhões de ETH. No sentido oposto, a Strategy, de Michael Saylor, vendeu 3.588 BTC para cobrir dividendos, ampliando a percepção de que a disputa entre tesourarias de ETH e BTC entrou em uma nova fase.

BitMine aposta em 50% de chance para o CLARITY Act

Em publicação no X, a BitMine afirmou que o principal motivo para seguir acumulando ether é o avanço regulatório nos Estados Unidos. Segundo a empresa, mercados de previsão precificam agora em torno de 50% a probabilidade de aprovação do CLARITY Act, maior nível em duas semanas.

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A tese é que uma regra clara para plataformas de contratos inteligentes destravaria integração com o sistema financeiro tradicional, beneficiando desproporcionalmente o Ethereum. Nessa leitura, o rali recente do ETH/BTC seria apenas o mercado atribuindo maior probabilidade à sanção da lei, e não uma resposta a fundamentos on-chain.

O tema pesa também na agenda regulatória americana. Como o BitNotícias já mostrou, a SEC incluiu propostas ligadas ao CLARITY Act em sua pauta de 2026, sinalizando que o texto pode sair do limbo legislativo em que ficou nos últimos meses.

TVL do Ethereum abaixo de US$ 40 bilhões

O problema é que o rali do par não encontra respaldo imediato nos dados de rede. De acordo com a DefiLlama, o valor total bloqueado em DeFi na Ethereum segue abaixo de US$ 40 bilhões, distante dos US$ 89 a 90 bilhões vistos antes da correção de outubro passado.

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Há também sinal amarelo no ecossistema de stablecoins. O supply em circulação sobre a Ethereum caiu mais de US$ 5 bilhões desde o fim de junho, quando rondava US$ 160 bilhões. É um contraste importante em um momento em que Ethereum e Tron ainda concentram 81% do supply global de dólares digitais.

Para o investidor brasileiro, o alerta é operacional. Com o ETH cotado em US$ 1.746 (cerca de R$ 8.994) e o BTC em US$ 62.825, quem opera pares em reais ou faz rebalanceamento em exchanges nacionais como Mercado Bitcoin e Foxbit está diante de uma decisão pouco trivial: seguir a narrativa política ou os fundamentos de rede.

BlackRock retoma compras de Bitcoin com US$ 209 milhões

Do outro lado da equação, o Bitcoin recuperou tração institucional. A BlackRock voltou a comprar BTC após 11 pregões consecutivos de resgates, registrando US$ 209 milhões em entradas líquidas em um único dia via IBIT. Mesmo com a venda da Strategy, o preço se manteve firme, sugerindo que o fluxo do ETF absorveu a oferta.

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O movimento, detalhado na reversão do fluxo em ETFs de Bitcoin, muda a dinâmica da disputa. Enquanto o ETH depende de um catalisador político ainda incerto, o BTC volta a se apoiar em demanda estrutural via veículos regulados.

Repricing do ETH/BTC encontra primeiro teste técnico

A leitura que emerge é de um repricing precoce. O par ETH/BTC sobe apostando em um evento binário a aprovação do CLARITY Act enquanto TVL, stablecoins e taxas na rede seguem em patamares deprimidos. Se o Congresso americano atrasar a votação, a assimetria pode se inverter rapidamente contra o ether.

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Entusiasta de criptomoedas e tecnologia. Sempre explorando novas tecnologias inovadoras. Nos momentos livres, gosto de jogar e assistir futebol.
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