Ethereum perde suporte chave e abre risco de queda mais profunda

  • Ethereum cotado a US$ 1.594 testa zona crítica de suporte no curto prazo
  • Rompimento abre caminho para alvos abaixo de US$ 1.500 segundo analistas
  • Volume vendedor cresce enquanto baleias movimentam ETH para exchanges

O ethereum volta a flertar com uma zona técnica que pode definir o rumo do segundo maior ativo cripto nas próximas semanas. Negociado a US$ 1.606 (R$ 8.298,41) nesta madrugada, o ETH sobe modestos 1,8% em 24 horas, mas o quadro gráfico mostra um ativo preso em uma estrutura que analistas técnicos classificam como pré-rompimento.

A leitura é direta, enquanto o preço não recuperar regiões superiores com volume consistente, o viés segue inclinado para baixo. E o gatilho de uma nova perna de queda está mais próximo do que o leve repique sugere.

Zona de suporte vira linha de defesa final

O nível em torno de US$ 1.550 concentra o foco de operadores de derivativos. Trata-se da região que segurou o preço em testes recentes e que, se perdida no fechamento diário, abre espaço técnico até a faixa dos US$ 1.400.

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Analistas que acompanham a estrutura de médias móveis apontam que o ETH negocia abaixo das principais referências de 50 e 200 dias. Esse posicionamento, somado à perda da banda inferior do canal de consolidação dos últimos 30 dias, configura um padrão clássico de continuação de baixa.

Há ainda um agravante, o volume de venda nos últimos pregões superou o volume de compra em mais de 20%, segundo dados agregados de exchanges centralizadas. Sem demanda compradora robusta, a defesa do suporte fica refém de liquidez fraca, o que aumenta o risco de rompimento por exaustão.

Baleias aceleram depósito em exchanges

O movimento técnico não acontece no vácuo. Endereços de grande porte voltaram a transferir ETH para plataformas de negociação, um sinal historicamente correlacionado com pressão vendedora. Uma baleia adormecida vendeu 10 mil ETH em operação recente, e shorts posicionados no derivativo embolsaram quase US$ 6 milhões com a queda subsequente.

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Esse comportamento se repete em ondas, cada vez que o preço se aproxima de um suporte relevante, fluxos de carteiras antigas pressionam o livro de ordens. A consequência é que rompimentos técnicos ganham aceleração além do que o gráfico isolado sugeriria.

Ali Martinez, analista citado em circulação no X, projeta cenário ainda mais conservador. Em projeção difundida na última semana, ele aponta alvo de US$ 1.070 para o ETH caso a estrutura semanal seja perdida. O número assusta, mas reflete a leitura de um ativo que perdeu mais de 60% do topo de 2024.

Impacto em tesourarias corporativas pesa no mercado

O risco técnico tem efeito direto sobre empresas que adotaram Ethereum como reserva estratégica. A FG Nexus já acumula prejuízo de US$ 85 milhões com sua tesouraria em ETH, um exemplo de como o modelo de companhias-tesouro cripto, que prosperou no ciclo anterior, agora absorve perdas relevantes.

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No lado oposto, a Bitmine segue captando recursos para ampliar exposição ao ativo. A empresa levantou US$ 300 milhões via ações preferenciais com o objetivo declarado de comprar mais ETH em níveis deprimidos. A aposta divide o mercado entre quem enxerga oportunidade e quem vê armadilha de bull trap.

Investidor brasileiro paga mais caro em real

Para quem opera ETH em corretoras nacionais, a leitura precisa considerar o câmbio. Com o dólar a R$ 5,2022, cada ponto percentual de movimento no Ethereum é amplificado pela variação cambial. Uma queda adicional de 10% em dólar combinada com estabilidade do real ainda preserva o impacto integral em BRL, mas qualquer apreciação do dólar agrava a perda nominal.

Exchanges brasileiras como Mercado Bitcoin, Foxbit e Bitso registraram aumento de saques de ETH para carteiras frias nas últimas duas semanas, segundo dados internos divulgados em relatórios mensais. O movimento sugere que parte do público local optou por estocar o ativo fora das plataformas enquanto aguarda definição do quadro técnico.

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A próxima janela relevante está nos vencimentos de opções de junho na Deribit, que concentram strikes pesados entre US$ 1.500 e US$ 1.700. O comportamento do ETH nesse intervalo deve ditar se o suporte segura ou se o cenário de Martinez ganha tração.

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Entusiasta de criptomoedas e tecnologia. Sempre explorando novas tecnologias inovadoras. Nos momentos livres, gosto de jogar e assistir futebol.
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