- 13 modelos de IA projetam Bitcoin entre US$ 50 mil e US$ 145 mil no fim de 2026
- Grok lidera otimismo com alvo de US$ 145 mil, DeepSeek é o único urso
- Mediana das projeções fica entre US$ 97 mil e US$ 106 mil, viés altista
Treze dos principais modelos de inteligência artificial foram colocados frente a frente para responder à mesma pergunta, onde o Bitcoin vai fechar 31 de dezembro de 2026. As respostas, publicadas pelo Bitcoin.com News no último fim de semana, abriram um leque que vai de US$ 50 mil a US$ 145 mil refletindo o nível de incerteza que cerca o ativo após a queda de 41% desde o topo histórico de outubro de 2025.
O BTC opera em US$ 73.730, equivalente a R$ 373.229,04. O nível serviu de referência para o experimento, que pediu a cada chatbot uma projeção fechada com justificativa em duas ou três frases.
Grok lidera otimismo e DeepSeek fica isolado
O Grok 4.3, da xAI, cravou o teto da pesquisa em US$ 145 mil, citando retomada dos fluxos de ETFs e adoção institucional como motores para uma nova máxima histórica antes do fim do ano. No extremo oposto, o DeepSeek V3 foi o único modelo francamente baixista: projetou US$ 50 mil, apontando que ciclos anteriores registraram drawdowns de 70% a 80% a partir do topo e que o suporte on-chain perto desse patamar deve marcar o fundo do atual ciclo.
Entre os dois polos, o agrupamento foi claro. ChatGPT 5.5 Thinking ficou em US$ 98.750, Microsoft Copilot e Gemini Flash 3.5 convergiram para US$ 92.500, Mistral Large 2 apontou US$ 95 mil, Kimi K2.6 foi a US$ 92 mil e o Qwen 3.6 Plus projetou US$ 106.800. Claude Opus 4.8 evitou previsão única e estimou faixa entre US$ 80 mil e US$ 95 mil.
O que os modelos veem em comum
A maioria das projeções apoia-se no pós-halving, possíveis cortes de juros e retomada dos fluxos para ETFs spot. O ponto médio das projeções varia entre US$ 97 mil e US$ 106 mil, abaixo do recorde de 2025.
O pano de fundo da consulta foi pesado. ETFs americanos registraram saídas superiores a US$ 2,8 bilhões em nove dias, incluindo resgate recorde recente. O IBIT, da BlackRock, respondeu por US$ 528 milhões dessa sangria. O detalhamento desse movimento pode ser conferido na cobertura sobre os saques recordes nos ETFs.
Leitura para o investidor brasileiro
Para quem opera em real, a faixa projetada pelas IAs implica intervalos bem distintos. Convertido pelo câmbio atual de R$ 5,0632, o piso de US$ 50 mil do DeepSeek equivale a cerca de R$ 253 mil por BTC. O alvo de US$ 145 mil do Grok colocaria o ativo perto de R$ 734 mil. A mediana de US$ 100 mil aponta para R$ 506 mil patamar que ainda exigiria recuperação relevante diante da combinação entre dólar forte e correção do criptoativo.
O exercício precisa ser lido com cautela. Modelos de linguagem reproduzem padrões históricos e narrativas predominantes, sem analisar séries temporais ou dados em tempo real. Três modelos citaram a tese da era institucional para justificar um piso de preços superior aos ciclos anteriores. O Kimi citou Hayes como referência para o alvo de US$ 145 mil, valor que o Grok também projetou.
O contexto brasileiro adiciona outra camada. Com o Banco Central avançando nas regras para cripto e a B3 ampliando produtos atrelados ao ativo, qualquer cenário entre US$ 90 mil e US$ 110 mil em dezembro tende a reaquecer o fluxo doméstico de ETFs locais. Para acompanhar a posição institucional, vale também olhar o comportamento da BlackRock no mercado spot, que vem oscilando entre vendas pontuais e absorção em níveis técnicos. O experimento completo está descrito na publicação original do Bitcoin.com News.