- Banco protocolou nova versão do S-1 para ETF spot de Bitcoin
- Fundo prevê captação inicial de US$ 1 milhão antes da listagem
- Parcerias com grandes players de Wall Street reforçam estrutura
O Morgan Stanley deu mais um passo rumo ao lançamento de seu ETF spot de Bitcoin.
O banco enviou uma segunda emenda ao formulário S-1 à SEC, detalhando capital inicial, parceiros e planos de listagem do produto sob o ticker MSBT.
Estrutura do fundo e estratégia de lançamento
O documento indica uma captação inicial de US$ 1 milhão, o valor virá da venda de 50 mil cotas iniciais. Em seguida, o recurso será usado para comprar Bitcoin para o fundo.
A listagem deve ocorrer na NYSE Arca, entretanto, o ETF ainda depende de aprovação regulatória para começar a operar.

Além disso, o banco definiu participantes autorizados relevantes. Entre eles estão Jane Street, Virtu Americas e Macquarie Capital. Essas instituições poderão criar e resgatar cotas.
Esse mecanismo mantém o preço do ETF próximo ao valor do Bitcoin. Portanto, reduz distorções e melhora a eficiência do produto.
Segundo Marcin Kazmierczak, da RedStone:
“Morgan Stanley está migrando de distribuir o IBIT para lançar seu próprio produto, capturando taxas diretamente.”
Movimento reforça corrida institucional pelo Bitcoin
A iniciativa mostra uma mudança clara de estratégia, antes, o banco distribuía ETFs de terceiros, como o da BlackRock. Agora, busca capturar receitas com gestão própria.
Além disso, o alcance do banco pode acelerar a adoção, são cerca de 15 mil assessores financeiros. Esse número amplia o potencial de distribuição do produto.
O movimento também acompanha uma tendência maior em Wall Street, grandes instituições aumentam a exposição a ativos digitais.
Por exemplo, o Bank of America passou a recomendar ETFs de Bitcoin em 2026. Antes, o acesso era limitado a pedidos diretos.
Enquanto isso, a Vanguard liberou negociação desses produtos para clientes. A decisão marcou uma mudança relevante na postura da gestora.
Além disso, a BlackRock já sugeria alocação de até 2% em Bitcoin desde 2024. Portanto, o ativo ganha espaço em portfólios tradicionais.
O avanço do MSBT reforça a entrada definitiva dos grandes bancos no mercado cripto. Além disso, amplia o acesso institucional ao Bitcoin.
Se aprovado, o ETF pode aumentar a liquidez e atrair novos investidores, portanto, o movimento tende a fortalecer a integração entre finanças tradicionais e criptoativos.

