- Instituições com US$ 22 trilhões sob gestão veem stablecoins, IA e regulação como motores do próximo ciclo.
- Bitcoin pode entrar em reservas nacionais e ETFs cripto devem superar US$ 400 bilhões em ativos.
- Privacidade, tokenização de ativos e adoção institucional ganham força em 2026.
Os maiores nomes de Wall Street e do setor cripto projetam 2026 como um ano de consolidação, avanço regulatório e expansão institucional.
Nesse contexto, stablecoins, inteligência artificial e Bitcoin soberano concentram as principais apostas.
Stablecoins, regulação e o avanço institucional
A BlackRock, maior gestora do mundo, afirma que as stablecoins deixaram de ser um nicho. Segundo a empresa, elas já funcionam como ponte entre finanças tradicionais e liquidez digital.
“Stablecoins não são mais marginais. Elas estão se tornando infraestrutura financeira”, disse Samara Cohen, chefe de desenvolvimento de mercado da BlackRock.
Além disso, a gestora alerta que a adoção crescente pode reduzir o uso de moedas locais em mercados emergentes. Esse impacto ganha força, sobretudo após leis como o Genius Act, nos EUA, que criou incentivos inéditos para emissores cripto.
O JPMorgan segue a mesma linha, o banco avalia que os criptoativos ganham espaço como alternativa parcial ao dólar.
Portanto, mesmo após perdas próximas de US$ 1 trilhão em valor de mercado, o setor demonstra resiliência estrutural.
Por outro lado, a Pantera Capital reforça que 2026 marca a transição definitiva da incerteza regulatória para a implementação prática das regras em Washington. Assim, o ambiente se torna mais previsível para empresas e investidores.
IA, privacidade e novos casos de uso
A Coinbase aposta na convergência entre inteligência artificial e blockchain. Segundo David Duong, chefe de pesquisa da empresa, o impacto econômico da IA ainda não foi totalmente capturado pelas estatísticas.
Além disso, a exchange projeta forte crescimento de ativos focados em privacidade. Tokens como Monero e Zcash ganham relevância, especialmente diante do aumento da vigilância digital global.
Nesse sentido, a Andreessen Horowitz vai além, a gestora acredita que agentes de IA realizarão pagamentos automáticos entre si, de forma instantânea e sem intermediários.
Portanto, a privacidade tende a se tornar o principal diferencial competitivo das redes cripto.
Bitcoin, ETFs e tokenização em 2026
A Fidelity projeta que mais países adicionem Bitcoin às reservas nacionais, Brasil e Quirguistão já avançaram em marcos legais. Por isso, a pressão competitiva entre Estados tende a aumentar.
Ao mesmo tempo, a Galaxy Digital estima que o Bitcoin possa atingir US$ 250 mil até 2027. Além disso, prevê que stablecoins superem o sistema bancário ACH em volume de transações até o fim de 2026.
No mercado financeiro tradicional, a 21Shares projeta ETFs cripto acima de US$ 400 bilhões em ativos sob gestão. Segundo a empresa, esses veículos já representam capital paciente e estratégico.
Paralelamente, a OKX Ventures aposta na tokenização de ativos reais. Ouro, ações e até propriedade intelectual devem migrar para blockchains, ampliando o uso além da especulação.
Consolidação do cripto em 2026
Em síntese, as previsões convergem para um ponto central: 2026 será menos especulativo e mais estrutural para o mercado cripto.
Regulação, instituições e novos usos devem redefinir o setor. O risco permanece, entretanto, a integração com o sistema financeiro global parece, cada vez mais, irreversível.

