O Bitcoin (BTC) voltou a operar em baixa nesta quinta-feira, cotado abaixo de US$ 94 mil após uma queda de mais de 5% nesta semana. A retração acentuada levantou alertas no mercado, com sinais claros de enfraquecimento na demanda institucional.
O analista Manish Chhetri destaca: “Os ETFs de Bitcoin registraram uma saída líquida de US$ 568 milhões na quarta-feira, o maior volume diário desde dezembro de 2024. Isso evidencia uma redução significativa no interesse institucional, o que pode levar a uma queda ainda maior no preço do ativo”.
Dados da Coinglass corroboram a análise, mostrando que os ETFs spot de Bitcoin têm enfrentado uma sequência de fluxos negativos, sinalizando que investidores institucionais estão retirando recursos do mercado. “Se esse movimento continuar, o Bitcoin pode romper o suporte de US$ 90 mil, o que seria um marco psicológico importante”, alertou Chhetri.
Bitcoin em queda
Além disso, dados da CryptoQuant apontam para uma diminuição contínua nas reservas de stablecoins na Binance. O fluxo líquido, que era positivo em US$ 13 bilhões em dezembro, caiu para um volume negativo de US$ 310 milhões nesta semana. “Esse movimento reflete uma possível aversão ao risco por parte dos investidores, que podem estar realizando lucros ou transferindo capital para ativos mais seguros”, explicou o analista.
Chhetri também traça um paralelo com maio de 2024, quando uma dinâmica semelhante levou a uma queda no preço do Bitcoin de US$ 71,9 mil para US$ 64,3 mil em apenas um mês. “Os padrões do mercado sugerem que poderíamos enfrentar um cenário de venda massiva semelhante nas próximas semanas”, comentou ele.
Apesar do cenário pessimista, o analista aponta um possível fator de alta: a posse presidencial de Donald Trump em 20 de janeiro. “Eventos políticos de grande impacto costumam gerar volatilidade. Se o mercado responder positivamente, podemos ver o Bitcoin voltar a testar a resistência de US$ 100 mil”, afirmou Chhetri.
Com o Bitcoin negociado atualmente a US$ 93,5 mil e indicadores técnicos, como o RSI e o MACD, apontando para uma tendência de baixa, o mercado segue em alerta. Resta acompanhar se o ativo digital encontrará forças para reverter o movimento ou se os ursos consolidarão o domínio no curto prazo.
