- Ouro dispara com tarifas de Trump e tensão global
- Investidores correm para ativos de proteção financeira
- Tendência de alta pode levar a novos recordes
O preço do ouro disparou acima de US$ 5.200 após o presidente Donald Trump impor tarifas globais de 15%, intensificando tensões comerciais e aumentando a busca por ativos seguros.
Atualmente, o ouro é negociado a US$ 5.228,20, com máxima diária de US$ 5.202,52. No entanto, o ativo chegou a recuar para US$ 5.098,51 no início do dia.

Mesmo assim, o metal permanece próximo do recorde histórico de US$ 5.591,56. Isso deixa o preço pouco menos de 7% abaixo da máxima.
A forte valorização ocorreu após a decisão do governo americano de elevar tarifas globais. Consequentemente, investidores migraram rapidamente para ativos considerados seguros.
Além disso, a desvalorização do dólar americano reforçou ainda mais o avanço do metal precioso. Tradicionalmente, o ouro sobe quando a moeda americana perde força.
Investidores buscam proteção sempre que eventos políticos aumentam a incerteza global. Nesse cenário, o ouro costuma funcionar como reserva de valor.
Tarifas de Trump elevam tensões e impulsionam demanda por ouro
A alta começou após uma decisão histórica da Suprema Corte dos Estados Unidos. O tribunal derrubou parte do programa tarifário implementado anteriormente.
A decisão invalidou tarifas recíprocas amplas contra diversos parceiros comerciais. No entanto, a resposta do governo foi imediata.
Trump assinou uma ordem executiva com base na Seção 122 da Lei de Comércio de 1974. Primeiro, ele aplicou tarifas de 10%.
Em seguida, o governo elevou rapidamente a taxa para 15% em apenas 24 horas. A medida pode durar até 150 dias sem aprovação do Congresso.
A Alfândega e proteção de fronteiras dos EUA confirmou mudanças na aplicação das tarifas. O órgão suspenderá cobranças relacionadas à Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional.
As autoridades também desativarão códigos tarifários vinculados às antigas medidas. Esse cenário aumentou ainda mais a incerteza nos mercados.
O destino de cerca de US$ 130 bilhões já arrecadados permanece indefinido. Investidores aguardam esclarecimentos das autoridades americanas.
Especialistas classificam o ambiente atual como extremamente incerto. Richard Hunter, da Interactive Investor, descreveu o cenário como uma situação altamente confusa.
Russ Mould, da AJ Bell, destacou impactos globais relevantes. Segundo ele, governos e empresas precisarão revisar acordos comerciais existentes.
Além disso, companhias devem reavaliar cadeias de suprimentos e custos operacionais. As tarifas elevam pressões inflacionárias e afetam preços ao consumidor.
Análise técnica aponta tendência de alta e novas máximas
Do ponto de vista técnico, o ouro saiu de uma fase de consolidação recente. Agora, os gráficos indicam clara tendência de expansão.
A quebra acima de US$ 5.180 confirmou mudança estrutural no preço. Esse movimento reforçou o impulso comprador no curto prazo.
Uma negociação sustentada acima de US$ 5.180 mantém o cenário otimista. Por outro lado, quedas abaixo de US$ 5.150 podem gerar nova consolidação.
Analistas também projetam crescimento no longo prazo. Algumas previsões indicam valorização significativa até o fim de 2026.
A CoinCodex estima que o ouro pode atingir US$ 10.262 até o próximo ano. A projeção considera demanda defensiva contínua.
O cenário macroeconômico continua favorável ao metal. Tensões comerciais, inflação e instabilidade política sustentam o interesse global.
Além disso, conflitos geopolíticos e disputas comerciais ampliam a volatilidade. Esses fatores costumam impulsionar ativos de proteção.
Historicamente, o ouro cresce em momentos de crise econômica. Portanto, a atual instabilidade reforça a tendência de valorização.
O mercado agora acompanha três fatores principais. Tarifas comerciais, movimento do dólar e tensões geopolíticas podem definir o próximo ciclo.
Caso a incerteza global persista, o metal pode renovar recordes históricos. Investidores seguem atentos aos próximos desdobramentos econômicos.


